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Abstract

O presente artigo tem por objetivo traçar um panorama histórico e de direito comparado da política de barganha e negociação em matéria criminal, discutindo a obrigatoriedade ou discricionariedade do exercício da ação penal pública, assim como as vantagens e desvantagens de uma política de não persecução penal. Para enfrentar esses objetivos, a partir das novas características da sociedade pós-moderna e da nova leitura da dogmática penal e processual penal à luz da Constituição da República, pretende- -se demonstrar como foi historicamente construído o dogma da obrigatoriedade da ação penal pública e como uma discricionariedade regrada foi, paulatinamente, sendo construída, legitimada e aceita na cultu- ra anglo-saxônica. A interpretação histórica e a análise do direito tornam explícita a necessidade de se reconhecer que a obrigatoriedade da ação penal pública no ordenamento jurídico brasileiro inexiste e que, portanto, diante de uma inevitável absorção de instrumentos e mecanismos de negociação ou não persecução penal, será crucial a adoção de parâmetros legais e normativos para a construção de uma discricionariedade regrada.

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The purpose of this article is to outline a historical and comparative law of bargaining and negotiation in criminal matters, discussing the compulsory or discretionary nature of the exercise of public criminal action, as well as the advantages and disadvantages of a policy of nonprosecution. In order to face these objectives, it is necessary, based on the new characteristics of postmodern society and the new reading of penal dogma and criminal procedural law in the light of the Constitution of the Republic, that we demonstrate how the dogma of the obligation of public criminal action was historically constructed and how a regulated discretion was gradually built, legitimized, and accepted in Anglo-Saxon culture. Based on historical interpretation and analysis of comparative law, the article intends to make explicit the need to recognize that the obligation of public criminal action in the Brazilian legal system does not exist and that, therefore, faced with an inevitable absorption of instruments and mechanisms of negotiation or non-criminal prosecution, it will be crucial to adopt legal and normative parameters for the construction of a regulated discretion.

Alternate abstract:

La presente ponencia tiene por objeto trazar un panorama histórico y de derecho comparado de la política de negociación en materia criminal, discutiendo la obligatoriedad o discrecionalidad del ejercicio de la acción penal pública, así como las ventajas y desventajas de una política de no persecución penal. Para enfrentar estos objetivos, a partir de las nuevas características de la sociedad posmoderna y de la nueva lectura de la dogmática penal y procesal penal a la luz de la Constitución de la República, se pretende demostrar cómo fue históricamente construido el dogma de la obligatoriedad de la acción penal pública y como una discrecionalidad regulada fue, paulatinamente, siendo construida, legitimada y aceptada en la cultura anglosajona. La interpretación histórica y el análisis del derecho hacen explícita la necesidad de reconocer que la obligatoriedad de la acción penal pública en el ordenamiento jurídico brasileño no existe y que, por lo tanto, ante una inevitable absorción de instrumentos y mecanismos de negociación o no persecución penal, será crucial la adopción de parámetros legales y normativos para la construcción de una discrecionalidad regulada.

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