Content area
Abstract
A margem financeira é a principal origem de proveitos das instituição de crédito e constitui a forma mais directa de remuneração dos serviços de intermediação financeira.
O valor médio dessa margem tem variado bastante em Portugal desde meados da última década. Ao mesmo tempo têm ocorrido alterações na regulamentação e no ambiente competitivo com a entrada de novos concorrentes, aumentando a heterogeneidade dos bancos que actuam no mercado, quer em dimensão, quer quanto às estruturas usadas, uns dispondo de redes de retalho e outros exercendo os seus negócios exclusivamente a partir de estabelecimentos centrais.
Este trabalho analisa a evolução da margem financeira e dos custos da actividade por segmentos de bancos. O agrupamento dos bancos em segmentos é feito em função de terem ou não redes de retalho e, em caso afirmativo, da dimensão das redes, distinguindo também entre bancos nacionais e de capital estrangeiro.
O trabalho testa a significância estatística das diferenças entre segmentos, desenvolve um modelo de regressão linear múltipla explicativo da margem financeira com base na quantidade e antiguidade dos balcões dos bancos e em indicadores da natureza dos activos e das origens dos recursos financeiros, concluíndo que, de entre essas hipóteses, as variáveis relativas às origens dos recursos são as que melhor explicam as variações da margem financeira.
É também desenvolvido um modelo de sustentabilidade da margem financeira baseado no princípio da suficiência da sua contribuição para a remuneração adequada dos factores produtivos.
Os dados usados são relativos ao período de 1985 a 1996 e foram retirados de uma amostra de bancos portugueses, variável de ano para ano entre 86% e 100% do universo.





