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Abstract
O Capítulo 1 apresenta os principais desafios clínicos em idosos com diabetes tipo 2 e enfatiza a lacuna de conhecimento a respeito de duas das síndromes geriátricas mais importantes, a polifarmácia e o tratamento excessivo em ensaios clínicos randomizados e diretrizes de prática clínica. Para preencher essa lacuna de conhecimento na prática clínica de rotina, uma revisão sistemática e metanálise de estudos observacionais, de coorte e de desenho transversal, seguido por três estudos de desenho observacional e transversal, com os critérios de inclusão de ser idosos com tipo 2 diabetes e com 65 anos ou mais foram todos conduzidos e implementados no Capítulo 2. Uma breve descrição dos métodos de pesquisa foi apresentada no Capítulo 2.1. Os resultados da revisão sistemática e da meta-análise (Capítulo 2.2) mostraram que a polifarmácia em idosos com diabetes tipo 2 foi associada de 62%, 96%, 33% e 72% de probabilidade de mortalidade, enfarte do miocárdio, acidente vascular cerebral e hospitalização, respectivamente. A análise de dados baseados em farmácia (Capítulo 2.3) revela que a polifarmácia, interações medicamentosas potencialmente graves e clinicamente relevantes e medicamentos potencialmente inadequados foram associados a 80%, 34% e 57% de chances de menor qualidade de vida relacionada à saúde em idosos adultos com diabetes tipo 2, respectivamente. A análise de uma base de dados administrativa (Capítulo 2.4) mostrou que a polifarmácia e medicamentos potencialmente inadequados foram associados a probabilidades 2 a 2.5 vezes maiores de alteração do controle glicêmico, e os medicamentos potencialmente inadequados também podem estar associados a 5.5 vezes maior probabilidade de alterações da função renal graves em adultos idosos com diabetes tipo 2. Além disso, a análise de dados administrativos de instituições especializadas em tratamento de diabetes (Capítulo 2.5) também conclui que mais de 60% dos adultos mais velhos com diabetes tipo 2 foram potencialmente supertratados e mais de 12% foram potencialmente subtratados. Os doentes com sobretratamento, mostraram ser mais homens, pré-obesos, têm maior compromisso macrovascular, neuropatia e pé diabético, e associados estão a uma maior prevalência de doença renal crônica grave. Os doentes, e potencialmente subtratados eram maioritariamente do sexo feminino, obesos, com uma maior prevalência de dislipidemia , doenças vasculares periféricas, infecções e pé diabético, e usavam mais insulina em comparação com aqueles que cumpriam os objectivos terapêuticos. No capítulo (Capítulo 3), apresenta-se uma discussão compreensiva dos resultados. Os estudos realizados mostraram que a polifarmácia e o sobretratamento em idosos com diabetes tipo 2 podem estar associados a vários resultados relacionados com a saúde na prática clínica do mundo real, onde estes conceitos são subestimados em ensaios clínicos randomizados e diretrizes de prática clínica, que podem induzir mais danos do que benefícios. A terapia individualizada dos doentes e a otimização da medicação podem ser a maneira de reduzir o risco dessas importantes síndromes geriátricas.





