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O presente trabalho traz um estudo sobre a difícil questão penitenciária e a ressocialização. Volta-se a pesquisa para aspectos amplos e globais, de dentro e fora dos muros carcerários. A análise inicial funda-se no histórico das penas, desde a Antiguidade até as penas chamadas humanitárias, as quais, pela carga semântica que carregam, deveriam ser a representatividade do fim das sanções atrozes e brutais. Engloba-se também um breve estudo acerca da finalidade da pena. Realizada essa apreciação, enceta-se as críticas sobre a malha carcerária, de quão sádica e inumano ela se apresenta. Retoma-se o caráter de que as penas tidas como humanitárias não são aqui aplicadas, muito pelo contrário, permanece seu costume sádico, aplicadas através das masmorras do sistema carcerário. Não obstante o conhecimento de todas as mazelas do sistema prisional, permanece a intenção de punir em prol de maior segurança social, conforme os ditames de lei de ordem pregados pelos justificacionistas. Também é apresentada as correntes abolicionistas, minimalistas e garantistas, que em maior ou menor escala pregam pela desnecessidade do cárcere em massa para todos os crimes. Para tanto, aborda a ideia de que é muito difícil ressocializar um detento, quando seu tratamento, enquanto custodiado pelo Estado, foi de esquecimento e mazela. Não lhe é assegurado a dignidade pregada pelas Constituições pátrias nacionais e transnacionais. Não obstante esse sistema ser criado para todos, os verdadeiros moradores são socialmente escolhidos entre os pobres, negros e periféricos. Estudar a execução penal, tão pouco abordada, é compreender a necessidade de ressocializar; é estudar o conceito de ressocialização, seus graus, utilidade e função. Enfim, crer na ressocialização dos detentos e tornar-se cético quando se percebe que esse ideal é impossível diante da realidade sádica e cruel que é a malha carcerária.