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Abstract
O século XX foi repleto de horrores. Um século de mortandade e decrepitude, com efeitos nefastos e perenes no entendimento do mundo, do Homem, da Arte e, sobretudo, da espiritualidade. O Holocausto viera implementar uma epistemologia refractária, à qual a Literatura não pôde ficar indiferente. É daí que parte todo o presente estudo da obra destes poetas – o primeiro neste registo – à luz das novas tendências espirituais e das matrizes existencialistas filosóficas. Com base nisto, delinear-se-á toda a peregrinação estética destes poetas, passando não só pela recuperação do fascínio romântico pelo Oriente, como também por novas formas de pensar a Arte Sacra, com denominador comum na reinterpretação da alteridade profetizada por Rimbaud, com epicentro, agora, na palavra poética e na transcendência.





