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Abstract
O presente estudo procurou analisar as relações entre uso materno de referências a estados mentais e a autorregulação em pré-escolares nascidos prematuramente. A amostra integrou 48 díades mãe-criança. As crianças tinham entre 41 e 45 meses de idade. De forma a avaliar a autorregulação, foi utilizada a tarefa Head-Toes-Knees-Shoulders (HTKS; Ponitz, McClelland, Matthews, & Morrison, 2009). O uso materno de referências a estados mentais foi avaliado através da Escala de Referências a Estados Mentais (Brown & Dunn, 1992; Jenkins, Turrell, Kogushi, Lollis, & Ross, 2003), a partir de uma interação estruturada mãe-criança. Os resultados indicaram que o uso de mais referências a estados mentais, por parte da mãe, está positivamente associado à autorregulação da criança. Porém, uma análise de regressão subsequente veio esclarecer que uso materno de referências a estados mentais não é um preditor significativo da autorregulação, após o controlo do Q.I. da criança que emergiu como único preditor. Os resultados salientam a importância do funcionamento cognitivo nas competências de autorregulação, em crianças em idade pré-escolar nascidas prematuramente.





