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O Processo de Bolonha veio reformular o modelo de ensino superior europeu, criando um novo paradigma assente na aprendizagem por oposição à docência. Pretende-se que os estudantes desenvolvam não só as suas capacidades de aprendizagem com maior autonomia, mas que ganhem também competências interpessoais, no ambiente académico e na sociedade. A biblioteca de ensino superior desempenhou sempre um papel de apoio ao estudante, no entanto, face às alterações consignadas no novo modelo de ensino, deve dar lugar a um espaço mais amplo, físico e virtual, que disponibilize todo o tipo de recursos, humanos e tecnológicos, necessários para apoiar a comunidade académica, onde se incluem alunos, docentes e investigadores. Este novo modelo de biblioteca, o Centro de Recursos para a Aprendizagem e a Investigação (CRAI), integra todos os recursos que dão apoio à aprendizagem e à investigação de modo a facilitar as actividades desenvolvidas no ambiente académico, fazendo pleno uso das novas tecnologias de informação e comunicação. Compete ao serviço de referência da biblioteca de ensino superior a identificação, o desenvolvimento e a disponibilização de conteúdos, de modo a satisfazer as necessidades informacionais do seu público-alvo. As questões relacionadas com o trabalho académico, a metodologia científica e o acesso a recursos de informação foram identificadas, pelos bibliotecários de referência da MULL, como sendo as que mais dúvidas suscitam aos alunos. A criação do Portal Arquitectura do Saber, acessível 24x7, dentro e fora do campus universitário vai permitir não só a disponibilização desses conteúdos online, mas também possibilitar a interacção entre o bibliotecário de referência e os seus utilizadores, através da utilização de meios electrónicos como chat, e-mail, instant messaging (IM), entre outros. O serviço de referência que é feito no front-office deve apostar cada vez mais na sua evolução para um virtual-office, seguindo a tendência do seu principal público-alvo, a geração Google.