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Abstract
A expressão génica pode ser regulada a diferentes níveis. Nos últimos anos têm surgido imensos exemplos de regulação pós-transcricional quer a nível do processamento, quer da degradação (estabilidade) do RNA, a qual permite uma adaptação rápida a alterações no meio extracelular.
No processo de invasão do hospedeiro, as bactérias patogénicas atravessam uma série de condições físico-químicas muito distintas a que têm de fazer frente e se adaptar. Neste contexto, na adaptação a condições de stress, estão envolvidos diversos mecanismos de regulação pós-transcricional. No entanto, em enterococos, bactérias Gram-positivas presentes em diversos ambientes e que tem emergido nos últimos anos como causadores de infecções nosocomiais graves, não foi ainda estudada a função deste tipo de regulação em geral e qual a sua relação com a patogenicidade. Assim, este trabalho teve como objectivos a construção de mutantes em ribonucleases, enzimas cruciais na regulação pós-transcricional, nomeadamente, em duas exoribonucleases, PNPase e RNase R, e em duas endoribonucleases, RNase III e RNase J1.
O trabalho efectuado, devido à diversidade das dificuldades encontradas com cada um dos mutantes, abrangeu uma grande gama de técnicas de biologia molecular e de genética, quer em Escherichia coli, quer em Enterococcus faecalis.
Assim, o 'mutante' da RNase III encontra-se na última etapa do protocolo, enquanto os 'mutantes' das outras RNases se encontram na fase de confirmação das construções a utilizar para integração em enterococos (PNPase e RNase R) ou ainda na primeira clonagem (RNase J1). Os resultados obtidos até este momento, parecem indicar que a RNase III é essencial em enterococos, tal como acontece em Bacillus subtilis;no entanto, estudos adicionais serão necessários para confirmação deste resultado.





