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Abstract
Dentro do universo da globalização, em que as empresas estão cada vez mais integradas dentro das chamadas cadeias globais de valor, torna-se fundamental entender a chamada interdependência complexa que entrelaça Estados e agentes privados na busca de interesses comuns dento do cenário internacional. Neste contexto, avaliou-se o uso dos instrumentos geoeconómicos conhecidos por empresas transnacionais, empresas públicas e fundos soberanos como principais ferramentas nas disputas entre os Estados por recursos naturais e mercados consumidores. Esta tese analisa as políticas geoeconómicas de expansão de poder dos dez maiores Estados emissores de investimento direto estrangeiro (IDE) na sua modalidade greenfield para o Brasil, nos setores automóvel e de autopeças bem como para os setores de mineração e siderurgia, entre 2003 e 2017. Diante do Liberalismo nas relações internacionais e da ciência económica, foi possível agrupar as políticas geoeconómicas dos Estados investidores no Brasil em três grupos distintos, os quais, apesar de possuírem estratégias específicas, apresentaram variações principalmente no grau de intensidade da intervenção do Estado dentro das atividades económicas. Do ponto de vista regional, foi possível inferir quais os elementos que influenciaram o direcionamento do IDE de entre as vinte e sete unidades da federação brasileira. Desta maneira, foi possível desenvolver um contributo para a expansão da política externa brasileira baseado em um escopo denominado Middle Liberale em uma estratégia de MSI dual, sendo assim capaz de ampliar o poder do Brasil e sua diplomacia económica, apresentando-o não apenas como um importante palco das disputas internacionais mas também convertendo-o em um importante ator geoeconómico global.





