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A presente dissertação aborda o escalamento de tripulantes no âmbito do transporte colectivo urbano. Neste contexto, por escalamento de tripulantes entende-se a afectação diária dos tripulantes aos serviços de transporte, consubstanciada num documento designado por escala. Trata-se de um problema complexo, frequentemente mal definido, envolvendo objectivos e restrições que variam significativamente de empresa para empresa. Sabendo-se que nas empresas de transporte colectivo urbano os tripulantes representam a maioria do pessoal contratado, é fácil avaliar a quantidade de trabalho a planear e a importância dos impactos que produz.
Inicialmente, caracteriza-se o escalamento de tripulantes integrando-o no processo mais vasto do planeamento operacional de transportes. Os principais problemas são identificados e classificados. Com base numa extensa revisão bibliográfica, traça-se o percurso seguido por investigadores, sistemas informáticos e empresas transportadoras, destacando-se a realidade portuguesa.
Seguidamente, apresenta-se o sistema de apoio à decisão desenvolvido pelo autor, descrevendo-se os módulos que o compõem. Mostram-se as interfaces que suportam as principais funcionalidades e dá-se particular ênfase à ferramenta para escalamento sequencial automático incluída no sistema. Para apreciar os impactos produzidos tanto pelo sistema como pelos processos que lhe estão associados propõe-se uma metodologia de avaliação que se admite poder também ser aplicada noutras circunstâncias.
Por último, tentando comprovar os propósitos de globalidade e universalidade reclamados para o sistema apresentado, caracterizam-se as empresas nas quais já se encontra implementado, evidenciando-se as diferenças na forma como encaram o escalamento de tripulantes.