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Abstract
Introdução: os fungos anemófilos possuem a capacidade de liberar no ambiente suas estruturas reprodutivas chamadas de esporos, os quais são transportadas pelo ar e ao encontrarem uma área propícia, depositam-se, colonizam e reproduzem-se. Diante dos fatos, este trabalho teve por objetivo isolar, quantificar e identificar a microbiota fúngica presente no ar do interior de uma clínica de hemodiálise situada no Rio Grande do Norte. Metodologia: para isso foi utilizado o método de sedimentação espontânea para a deposição desses esporos em placas de Petri com meio de cultura Agar Sabouraud Dextrose as quais foram expostas nos locais por 15 minutos, e incubadas a 28°C por até 14 dias. Após esse período, as colônias foram contadas, repicadas e identificadas macro e microscopicamente utilizando a técnica de microcultivo. Resultados: com a identificação foi possível notar a presença dos fungos filamentosos Cladosporium spp. (42,85%) o qual houve maior prevalência, Aspergillus spp. (7,14%), Bipolaris spp. (3,54%) e Mycelia sterilia (3,57%), além de uma quantidade de leveduras (42,85%) cujos gêneros não foram identificados. Além disso, foi utilizada uma equação para medir a qualidade do ar, e pode-se observar que a quantidade máxima de Unidade Formadoras de Colônias por metro cúbico (UFC/m3) encontrada e a relação I/E (quantidade de fungos no interior do ambiente/quantidade de fungos no exterior do ambiente) estavam dentro dos limites estabelecidos pela ANVISA. Conclusão: assim sendo, a qualidade do ar foi avaliada de acordo com os parâmetros da ANVISA e foi considerada satisfatória, pois a quantidade de UFC/m3 e a relação I/E estão dentro dos limites estabelecidos. Esses dados são importantes para monitorar a saúde dos pacientes e dos profissionais que frequentam a clínica, bem como para prevenir possíveis infecções fúngicas.





