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Hoje em dia, organizar arquivos não tem que ser uma tarefa difícil, pois dispomos de Tecnologias de Informação que nos permitem ter acesso rápido aos dados existentes em suporte de papel e, também, ter a possibilidade de criar documentos em suporte informático, de forma a ocupar muito menos espaço e a poder conservar os documentos em dois suportes com diferentes características.
Na era da Sociedade da Informação e do Conhecimento, estamos perante uma oportunidade para alterar as relações entre os municípios e os munícipes, assim como para reinventar a organização do municipal orientando-a para os munícipes. É do conhecimento geral que a maioria das Autarquias Locais tem desprezado enormemente o seu património arquivístico.
Com esta dissertação pretendeu-se investigar até que ponto as Câmaras Municipais do Distrito de Santarém têm valorizado esse património, sabendo que os arquivos municipais são o produto natural da sua atividade, logo, uma realidade da gestão municipal.
Para fazer o enquadramento teórico do tema, iniciámos com uma revisão bibliográfica, abrangendo duas grandes áreas da arquivística: os sistemas de informação e a teoria sobre arquivos municipais.
Em seguida, alguns dos conceitos teóricos apresentados foram aplicados a um modelo de organização e funcionamento - Modelo para Organização e Funcionamento de Arquivos Municipais. Posteriormente, como estratégia metodológica, procedeu-se a um estudo de caso que incluiu os arquivos dos Municípios do Distrito de Santarém.
O modelo adaptado, após recolha e análise dos dados provenientes de um questionário, aplicado estritamente numa ótica de observação da realidade existente, foi revisto e ajustado. Finalmente, foram sistematizadas algumas conclusões e considerações finais, as quais permitirão sensibilizar as administrações municipais e ajudar os arquivistas que tenham como tarefa organizar arquivos municipais.