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A globalização da economia obriga as organizações a potenciarem a sua produtividade e competitividade, por isso as organizações que voluntariamente promovem estratégias de responsabilidade social beneficiam de uma diferenciação positiva, especificamente ao nível da sua credibilidade junto dos seus utentes e da comunidade em geral. Havendo assim, uma clara vantagem no posicionamento da organização em termos de satisfação do utente em relação ao sector de actividade a que pertence.
Somos da opinião que dar voz aos utentes dos serviços é uma questão de responsabilização social. Integrar a satisfação dos utentes como um objectivo central de gestão da organização é dar ao utente a oportunidade de avaliar e serem ouvidos nos processos de melhoria.
A utilização da informação obtida visa estimar um modelo econométrico de satisfação do utente ao nível da organização em geral e em particular ao nível dos cuidados de saúde por ela prestados, com vários factores explicativos: expectativas dos clientes, imagem da organização, a qualidade e o valor percepcionados pelo utente. Sendo identificados as principais determinantes dos índices de satisfação e insatisfação dos utentes.
Assim, esta dissertação é constituída por uma resenha histórica sobre as IPSS em Portugal assim como o seu significado social, depois sobre a IPSS em estudo, com um enquadramento teórico na área da "qualidade" em "cuidados de saúde", com uma breve abordagem à ‘‘percepção". Ao que se seguirá os procedimentos metodológicos na área da investigação social, num estudo de caso de Acão predominantemente positivista. Em último lugar, serão apresentados os resultados do estudo sendo neles fundamentada a reflexão conclusiva, assim como, possíveis sugestões de Intervenção Sócio-Organizacional.