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Abstract

Este trabajo tiene como objetivo destacar la correlación existente entre los diversos lugares y mecanismos de poder que ostentan los estados, las instituciones y las sociedades, y cómo estos definen una lógica en su relación con la naturaleza, produciendo situaciones ambientales, sociales, políticas y culturales que propician la construcción progresiva y selectiva de desastres. Estas responsabilidades se eluden y ocultan a través de discursos de simulación que se materializan en expresiones genéricas y recurrentes como, “desastres naturales” o “cambio climático global”, que ponen un velo frente a las competencias particulares de empresas o agentes locales en la degradación del suelo o de las fuentes de agua por sus actividades productivas; así como, sobre la marginalidad y exclusión social que generan con la implementación de modelos globales que desconocen las capacidades y las necesidades locales. Estos modelos hacen a la población más vulnerable. Lo cual exige, en contraste, una gobernanza del riesgo que reconozca las desigualdades sociales y económicas subyacentes en la sociedad como generadoras de riesgo y potenciales desastres, que incluya y destaque las perspectivas, los intereses y la participación de las comunidades más vulnerables en la búsqueda de alternativas menos agresivas con el entorno y de mayor simetría social, política y económica; en definitiva, una gobernanza del riesgo que promueva justicia ambiental.

Alternate abstract:

O objetivo deste artigo é destacar a correlação entre os diferentes lugares e mecanismos de poder dos Estados, instituições e sociedades, e como estes definem uma lógica em sua relação com a natureza, produzindo situações ambientais, sociais, políticas e culturais que favorecem a construção progressiva e seletiva de desastres. Essas responsabilidades são evitadas e ocultadas por meio de discursos de simulação que se materializam em expressões genéricas e recorrentes como “desastres naturais” ou “mudança climática global”, que ocultam as competências particulares das empresas ou dos agentes locais na degradação do solo ou das fontes de água por meio de suas atividades produtivas, bem como a marginalidade e a exclusão social que geram por meio da implementação de modelos globais que ignoram as capacidades e as necessidades locais. Esses modelos tornam a população mais vulnerável. Isso requer, em contrapartida, uma governança de riscos que reconheça as desigualdades sociais e econômicas subjacentes na sociedade como geradoras de riscos e possíveis desastres, que inclua e destaque as perspectivas, os interesses e a participação das comunidades mais vulneráveis na busca de alternativas menos agressivas ao meio ambiente e mais simétricas do ponto de vista social, político e econômico; em suma, uma governança de riscos que promova a justiça ambiental.

Alternate abstract:

This paper aims to highlight the correlation between the different places and mechanisms of power held by states, institutions and societies, and how these define a logic in their relationship with nature, producing environmental, social, political and cultural situations that favour the progressive and selective construction of disasters. These responsibilities are evaded and hidden through discourses of simulation that are materialised in generic and recurrent expressions such as “natural disasters” or “global climate change”, which veil the particular competences of companies or local agents in the degradation of soil or water sources through their productive activities, as well as the marginality and social exclusion that they generate through the implementation of global models that ignore local capacities and needs. These models make the population more vulnerable. This requires, in contrast, risk governance that recognises the underlying social and economic inequalities in society as generators of risk and potential disasters, that includes and highlights the perspectives, interests and participation of the most vulnerable communities in the search for alternatives that are less aggressive towards the environment and more socially, politically and economically symmetrical; in short, risk governance that promotes environmental justice.

Details

1009240
Title
Ecología política, desastres y gobernanza del riesgo. Tensiones y contradicciones en el mundo contemporáneo
Alternate title
Political Ecology, Disasters, and Risk Governance. Tensions and Contradictions in the Contemporary World. Ecologia política, desastres e governança do risco. Tensões e contradições no mundo contemporâneo
Publication title
Volume
34
Issue
1
Pages
62-79
Publication year
2025
Publication date
2025
Section
ARTÍCULOS
Publisher
Universidad Nacional de Colombia
Place of publication
Bogota
Country of publication
Colombia
Publication subject
ISSN
0121215X
e-ISSN
22565442
Source type
Scholarly Journal
Language of publication
Spanish
Document type
Journal Article
Publication history
 
 
Online publication date
2025-03-25
Milestone dates
2023-05-19 (Submitted); 2025-03-25 (Issued); 2025-04-01 (Modified); 2025-03-25 (Created)
Publication history
 
 
   First posting date
25 Mar 2025
ProQuest document ID
3191839020
Document URL
https://www.proquest.com/scholarly-journals/ecología-política-desastres-y-gobernanza-del/docview/3191839020/se-2?accountid=208611
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Last updated
2025-08-10
Database
2 databases
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