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A fiscalidade é um aspeto fundamental de qualquer sociedade, uma vez que financia os serviços públicos e contribui para o desenvolvimento económico de um país. No entanto, a complexidade dos sistemas fiscais, bem como a falta de educação fiscal, pode levar a problemas como a evasão fiscal e a descrença nas instituições do Estado e a uma moral fiscal baixa. Este estudo analisa o impacto da iliteracia fiscal nos indivíduos em início de carreira em Portugal, centrando-se nos seus conhecimentos fiscais e atitudes face ao cumprimento da legislação. Partindo da ideia de que a tributação deve ser considerada um dever cívico e não uma obrigação, a investigação explora a forma como a ausência de educação fiscal nos currículos portugueses influencia a relação entre os cidadãos e as autoridades fiscais.
Através de um estudo empírico com cidadãos em início de carreira profissional em diversas áreas, esta tese pretende analisar a predisposição dos indivíduos para melhorar os seus conhecimentos fiscais e as suas percepções sobre se a educação fiscal formal seria vantajosa para a sua vida pessoal e profissional. O estudo avalia ainda se a iliteracia fiscal contribui para uma fraca moral fiscal, levando a um aumento do incumprimento e a um enfraquecimento do contrato fiscal entre o governo e os seus cidadãos. Espera-se que os resultados permitam compreender os potenciais efeitos positivos da integração da educação fiscal em fases anteriores do sistema educativo, de forma a promover um melhor cumprimento fiscal e a estabilidade macroeconómica em Portugal.