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Abstract
O espaço urbano amazônico é historicamente caracterizado por ciclos de exploração de recursos naturais, crescimento acelerado e estagnação econômica, influenciados por mercados externos. Com 61,1% da população brasileira vivendo em áreas urbanas, a Amazônia apresenta elevado crescimento urbano, especialmente em municípios como Parauapebas. Frente à tendência global de urbanização, projetada para alcançar 68% da população mundial até 2050, a sustentabilidade das cidades torna-se um desafio central, alinhado aos objetivos da Agenda 2030 da ONU. Nesse cenário, a agricultura urbana (AU) desponta como alternativa para ocupar espaços ociosos, mitigar impactos urbanos, aumentar a oferta de alimentos e promover o desenvolvimento socioeconômico. Este estudo teve por objetivo mapear as práticas de AU em Parauapebas, município no sudeste do Pará. Utilizando uma ortofotocarta de 2021 e uma tabela como chave/elementos de interpretação, foram mapeadas práticas de AU como culturas anuais, piscicultura, horticultura convencional e hidropônica, fruticultura e bovinocultura. Os polígonos foram vetorizados manualmente no software Quantum GIS. Foram mapeados 165 polígonos, totalizando 399,54 hectares (1,84% do perímetro urbano), em sua maioria, concentrados em periferias menos densas. A horticultura apresentou o maior número de iniciativas, correspondendo a 60% das iniciativas e 2,7% da área mapeada, seguida por piscicultura, culturas anuais, pecuária e fruticultura. O estudo concluiu que as práticas de AU desenvolvidas em Parauapebas ainda são incipientes e precisam de apoio do poder público local para o desenvolvimento de políticas específicas para que possam se fortalecer e abastecer o mercado local e instituições públicas.





