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Abstract

Objetivo/contexto:¿qué explica que algunos grupos criminales logren sobrevivir a la arremetida de grupos armados más poderosos? En este artículo, nuestro objetivo es entender cómo ciertos grupos armados locales, cohesionados a través de figuras familiares, logran perdurar en el tiempo a pesar de enfrentarse a enemigos más fuertes. Metodología:realizamos un rastreo de los procesos de un grupo armado local y altamente cohesionado: las Autodefensas Conquistadores de la Sierra Nevada (ACSN) en Santa Marta, Colombia. Utilizamos entrevistas con miembros del grupo armado y civiles, así como documentos secundarios, para analizar tres momentos en los que sobrevivieron a un competidor armado más poderoso. Conclusiones:argumentamos que estos grupos criminales pueden aprovechar sus vínculos emocionales para desarrollar una gobernanza criminal arraigada en la comunidad. Esto significa implementar un sistema de gobierno en el que sean percibidos, al mismo tiempo, como autoridad y miembros legítimos de la comunidad. Para sobrevivir en contextos de disputa en los que son inferiores militarmente, estos grupos armados pueden ceder estratégicamente el control territorial, mientras mantienen de forma continuada el control social. Originalidad:mostramos empíricamente cómo los lazos personales, familiares y emocionales son fundamentales en la construcción de gobernanzas armadas y en la supervivencia de los grupos criminales.

Alternate abstract:

Objective/context:What explains why some criminal groups manage to survive attacks by more powerful armed actors? In this article, our goal is to understand how certain local armed groups held together by family ties manage to endure over time despite facing stronger enemies. Methodology: We trace the development of a local and highly cohesive armed group, the Autodefensas Conquistadores de la Sierra Nevada (ACSN) in Santa Marta, Colombia. Drawing on interviews with members of the armed group and civilians, as well as secondary sources, we analyzed three episodes in which the group survived confrontations with more powerful competitors. Conclusions:We argue that such criminal groups can leverage emotional bonds to establish a form of criminal governance that is deeply rooted in the community. This involves implementing a system of rule in which they are perceived simultaneously as both authority figures and legitimate members of the community. In conflict contexts where they are militarily weaker, these groups may strategically concede territorial control while maintaining continuous social control. Originality:We empirically demonstrate how personal, family, and emotional ties are fundamental to the construction of armed governance and survival of criminal groups.

Alternate abstract:

Objetivo/contexto:o que explica o fato de que alguns grupos criminosos conseguem sobreviver ao ataque de atores armados mais poderosos? Neste artigo, nosso objetivo é entender como certos grupos armados locais, coesos por meio de laços familiares, conseguem perdurar ao longo do tempo, mesmo enfrentando inimigos mais fortes. Metodologia: realizamos um rastreamento do desenvolvimento de um grupo armado local e altamente coeso: as Autodefensas Conquistadores de la Sierra Nevada (ACSN), em Santa Marta, Colômbia. Utilizamos entrevistas com membros do grupo armado e civis, bem como fontes secundárias, para analisar três momentos nos quais o grupo sobreviveu a confrontos com concorrentes armados mais poderosos. Conclusões: argumentamos que esses grupos criminosos podem se apoiar em vínculos emocionais para desenvolver uma governança criminal enraizada na comunidade. Isso significa implementar um sistema de governo em que sejam percebidos, ao mesmo tempo, como autoridade e como membros legítimos da comunidade. Para sobreviver em contextos de disputa nos quais são militarmente inferiores, esses grupos armados podem ceder estrategicamente o controle territorial, mantendo, no entanto, o controle social de forma contínua. Originalidade: demonstramos empiricamente como os laços pessoais, familiares e emocionais são fundamentais na construção de formas de governança armada e na sobrevivência de grupos criminosos.

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