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A Geografia da Religião consolidou-se como um subcampo da Geografia Cultural, permitindo a análise das manifestações religiosas que englobam práticas como peregrinações e romarias. Os estudos relacionados a essa temática nos Programas de Pós-Graduação em Geografia no Brasil tiveram início na segunda metade do século XX. Contudo, foi somente no século XXI que se observou um aumento significativo na produção acadêmica, seguido por uma difusão e estabilização dessa produção. Para compreender tal contexto, elaborou-se um panorama da produção científica mediante o método de revisão integrativa das teses e dissertações. Ademais, foram consideradas as categorias: tipo de estudo (TP), temporalidade (T), produção por Programas de Pós-Graduação em Geografia (PPPGG), estudos realizados por Unidades Federativas (ERUF), orientadores (O) e espacialização dos estudos por municípios (EM). As informações foram coletadas a partir de bancos de dados como a Biblioteca Digital de Teses e Dissertações Brasileiras, o Catálogo de Teses e Dissertações e a Plataforma Lattes, resultando na identificação de 27 teses e 45 dissertações. O intuito da pesquisa foi identificar e analisar os padrões e as tendências da produção científica da comunidade geográfica brasileira sobre o fenômeno das peregrinações no país. Os resultados indicaram uma forte centralidade de algumas instituições em relação ao tema, além da presença de desigualdades regionais na distribuição das pesquisas e no quadro das instituições envolvidas. De maneira geral, as peregrinações contemporâneas apresentam dinamicidade e demandam discussões que vão além do âmbito religioso, incluindo aspectos relacionados ao turismo, à política, ao ciberespaço e à dimensão econômica, interligados à mobilidade e ao espaço sagrado.