Content area
Este artigo aposta na força dos signos artísticos na potencialização de currículos que atravessam os cotidianos de escolas públicas da educação básica e, assim, aborda pesquisas que deslizam pela via da literatura e da contação de histórias como um campo aberto de outros possíveis nas aprendências com crianças e docentes, provocando percepções e afecções na produção de fabulações e experimentações do sensível. Utiliza a cartografia como metodologia de pesquisa, que atravessa encontros entre fluxos e forças desejantes na experiência do pensamento com crianças do ensino fundamental e na contação de histórias em redes de conversações experimentadas na formação docente de educação infantil. Em diálogo com a filosofia da diferença, essas pesquisas apontam para a potência dos bons encontros em experimentações com a literatura e a produção de outros possíveis para os currículos e a docência. Cartografa as produções dos corpos que se misturam na experiência, nas sensações dos afetos e das afecções entre crianças e docentes. As pesquisas afirmam a vida nas linhas de experimentações que deslizam em multiplicidades provocadas pela liberdade de pensamento no encontro com os signos da arte, que rompem os universos modeladores dos princípios prescritivos e seguimentos que povoam o mundo da representação, dos modelos hierarquicamente estabelecidos.