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Abstract
Objectivo: Comparar a eficácia da regeneração tecidular guiada com as proteínas de matriz de esmalte quando aplicadas no tratamento de defeitos ósseos e lesões de furca, bem como avaliar um possível benefício na sua utilização conjunta.
Material e métodos: A realização deste trabalho foi efectuada a partir da recolha de diversos estudos publicados entre 1999 e Março de 2011, através de uma procura realizada na base de dados da MEDLINE. A pesquisa para os defeitos ósseos foi efectuada com a utilização das palavras-chave “guided tissue regeneration”, “enamel matrix derivative proteins”, “intrabony defects”, “infrabony defects”, “periodontal defects” e “vertical bone defects”, limitando a busca para meta-análises. Numa segunda étapa, visto que as meta-análises existentes apenas apresentavam estudos publicados até 2008, foi realizado uma pesquisa suplementar e incluídos apenas ensaios clínicos randomizados publicados entre 2008 e Março de 2011. Para as lesões de furca, as palavras-chave utilizadas foram: “furcation defects”, “enamel matrix proteins” e “guided tissue regeneration”, limitando a busca para ensaios clínicos randomizados, uma vez que não existem meta-análises referentes a estudos de comparação entre a regeneração tecidular guiada e as proteínas de matriz de esmalte para o tratamento destes defeitos.
Resultados: A pesquisa realizada para os defeitos ósseos identificou inicialmente 31 estudos. Com base na leitura do título e do resumo dos trabalhos foram incluídas 5 meta-análises. A pesquisa realizada para a recolha dos ensaios clínicos randomizados identificou 18 estudos, dos quais apenas 3 compreendiam os critérios previamente estabelecidos. Para as lesões de furca, a pesquisa identificou inicialmente 77 estudos. No fim do processo de triagem, foram incluídos 14 estudos sobre o tratamento de lesões de furca, distribuídos pelas diferentes modalidades terapêuticas utilizadas.
Conclusões: Tanto a regeneração tecidular guiada como as proteínas de matriz de esmalte são técnicas regenerativas eficazes no tratamento de defeitos ósseos e lesões de furca de classe II mandibulares. A combinação da regeneração tecidular guiada com as proteínas de matriz de esmalte não parece apresentar vantagens significativas na melhoria dos resultados clínicos quando comparada com a utilização destes tratamentos de forma isolada.





