RESUMO
Com o objetivo de propor um instrumento de mensuraçâo do nivel de gestăo ambiental de pequenas e médias empresas, adotou-se uma abordagem metodológica qualitativa, fazendo uso de pesquisa exploratoria, descritiva e documental. A pesquisa desenvolveu-se em duas fases. Na primeira fase, fez-se levantamento dos documentos existentes que dăo orientaçâo sobre a preservaçâo do meio ambiente, com o intuito de selecionar os indicadores de gestăo ambiental; e na segunda fase, o foco foi no teste de viabilidade do instrumento proposto. Os resultados possibilitaram averiguar que as dimensöes e itens do instrumento proposto possibilitam a mensrn^ăo do nivel de gestăo ambiental das pequenas e médias empresas de qualquer seguimento, tendo em vista a sua aplicabilidade em empresas do segmento industria, comércio e serviços. Fortalecendo assim, a credibilidade do instrumento e seu construto. Portanto, concluiu-se a pesquisa com a propos^ăo de um instrumento de mensuraçăo do nivel de gestăo ambiental de pequenas e médias empresas, denominado Apiario Organizacional do Meio Ambiente.
Palavras-chave: Gestăo Ambiental. Estratégia Ambiental. Meio Ambiente. Indicadores.
ABSTRACT
The aim of this study is to propose an instrument for measuring the environmental management level of small and medium-sized companies. To that end, this study adopted a qualitative approach including exploratory, descriptive, and documentary research. This study encompassed two phases. The first phase identified the existing documents that provide guidance on the environment preservation, aiming at selecting indicators of environmental management. The second phase involved testing the feasibility of the proposed instrument. Findings indicate that the dimensions and items of the proposed instrument can measure the environmental management level of small and medium-sized companies in any sector, considering its applicability in companies that are part of the industry, commerce, and service sectors. As a result, this enhances the credibility of the instrument and its construct. This study thus offers an instrument for measuring the environmental management level of small and medium-sized companies, which has been named as the Organizational Apiary of the Environment.
Key words: Environmental Management. Environmental Strategy. Environmen. Indicators.
Data da submissäo: 14/05/2019
Data de aceite: 22/01/2020
1INTRODUÇÂO
Existe uma expectativa crescente baseada em atitudes e normas sociais de que as empresas tomarăo a iniciativa de querer minimizar os danos ambientais causados, já que a má conduta ambiental é passivel de criticas na midia (Tang & Tang, 2013; Xu, Zeng, Zou, e Shi, 2014) causando dano a reputaçâo delas (Zou, Zeng, Zeng, & Shi, et al., 2015). No entanto, embora um bom desempenho ambiental esteja em conformidade com as normas sociais e éticas, e assim percebido pelo público em geral, os comportamentos ambientais negativos ainda năo incorrem em fortes penalidades nos regulamentos governamentais existentes, e nem o desempenho ambiental favorável consegue aumentar o valor de mercado da empresa (Zou, Zeng, & Lin, 2015). Mas, para alguns pesquisadores, a exemplo de Villiers, Naiker e Van Staden (2011), a gestăo ambiental tornou-se um caminho importante para as empresas ganharem vantagem competitiva.
Estudos ressaltam que um desempenho ambiental sólido melhora năo somente a repu^ăo corporativa (Melo & Garrido-Morgado, 2012), como também a produtividade (Galdeano-Gómez, Céspedes-Lorente, & Martínez-Del-Rio, 2008); reduz os custos de financiamento (Sharfman & Fernando, 2008) e fortalece as relaçöes dos stakeholders (Bansal, 2005). Por outro lado, o mau desempenho ambiental pode impor custos adicionais, levando a uma queda no valor de mercado (Dasgupta et al., 2006) e desafios a legitimidade corporativa (Berrone & Gomez-Mejia, 2009; Villiers, Naiker, & Van Staden, 2011). Assim, os investimentos das empresas na área ambiental, antes visto apenas como custos, passaram a serem vistos como estratégicos a atuaçăo da empresa, gerando beneficios sociais, ecológicos e económicos (Abreu et al., 2004), além de valorizar o produto como sustentável.
A estratégia ambiental corporativa está profundamente enraizada em um ambiente institucional em que os diversos stakeholders representam um mecanismo de pun^ăo e podem representar ameaças a legitimidade ambiental de uma empresa (Liu, Lu & Chizema, 2013). De acordo com Berrone e Gomez-Mejia (2009) a pressăo institucional é uma força motriz importante para as empresas implementarem estratégias ambientais. A legitimidade resultante está associada dentre outras coisas a repu^ăo corporativa e a acessibilidade de recursos (Bansal, 2005; Berrone & Gomez-Mejia, 2009). Nesse contexto, Fernández-Kranz e Santaló (2010) ressaltam que, do ponto de vista estratégico, as decisöes sobre investimentos ambiental săo um trade-off entre custos e potenciais beneficios.
Inerente as discussöes interessadas a um desenvolvimento empresarial sustentável permeia a ideia da ecoeficiencia. Ser eficiente é uma prioridade para qualquer organizaçăo, em especial para as pequenas e médias empresas. Se simultaneamente ao desenvolvimento de maior valor económico para a organizaçăo, criarem-se mecanismos para red^ăo dos impactos das atividades empresariais no ambiente; e mecanismos para uma utilizaçăo mais responsável dos recursos produtivos, atinge-se um estágio maior de eficiencia, no caso, a ecoeficiencia (Bleischwitz, 2003). Considerando que, tais alteraçöes săo importantes e inevitáveis para a sociedade, năo há outra escolha por parte das empresas, senăo munir-se de recursos para satisfazer essas expectativas (Bertolini & Possamai, 2005).
Na Academia foi detectado alguns instrumentos de aval^ăo do nivel de consciencia verde de pessoas, como o Pentáculo do Meio Ambiente (Santos, 2007) - instrumento de mensuraçăo do grau de consciencia ambiental, do consumo ecológico e dos critérios de compra dos consumidores (Vieira, 2016), mas năo foi detectado nas principais bases de dados referenciais pesquisadas até o final do ano de 2018, instrumento de mensrn^ăo do nivel de consciencia ambiental no contexto organizacional. Assim, frente a essa lacuna e a crescente pressăo dos consumidores e da sociedade como um todo por empresas mais responsáveis ambientalmente, emergiu o interesse na realizaçăo desta pesquisa, que tem como objetivo propor um instrumento de mensuraçăo do nivel de gestăo ambiental de pequenas e médias empresas. Já os objetivos especificos consistem em: 1) identificar as dimensöes-chave de preservaçăo do meio ambiente no contexto organizacional das pequenas e médiás empresas; 2) testar a viabilidade do instrumento proposto; e 3) avaliar o perfil do estilo de gestăo ambiental de pequenas e médias empresas dos segmentos industria, comércio e serviço.
Acredita-se que esse instrumento de mensuraçâo do nivel de gestăo ambiental contribuirá para avaliar as açöes e resultados em re^ăo ao comportamento em gestăo ambiental das pequenas e médias empresas, como uma açăo para a constr^ăo de uma nova sociedade empresarial. As análises decorrentes dos dados coletados pelo instrumento, permitirá refletir sobre como as empresas poderăo avaliar sua gestăo, açöes e resultados com foco no meio ambiente, indo da sua concepçăo, implantaçăo e desenvolvimento a partir da perspectiva das estratégias ou até mesmo das suas obrigaçöes legais.
2GESTAO AMBIENTAL EMPRESARIAL
As corporaçöes săo criaçöes sociais, e argumenta-se que a sua existencia depende da vontade da sociedade em continuar permitindo-lhe operar (Mahadeo et al., 2011). A ideia de contrato entre as organizaçöes e os membros da sociedade sugere que, apesar de o lucro ser o principal objetivo de uma empresa (Andrade & Rosseti, 2012), essa tem a obrigaçăo de agir de maneira ambientalmente responsável.
Năo săo raros os gestores que falam em um trade-off entre desempenho socioambiental e financeiro (Ceretta et al., 2009). Além disso, a competitividade, também tem uma abordagem estratégica em um ambiente marcado pela diferenc^ăo (Porter & Kramer, 2006), no qual os clientes esperam poder interagir com as organizaçöes, exigindo dessas uma postura ética e ecologicamente responsável (Tachizawa, 2010) e em que a legis^ăo ambiental e o uso mais eficiente de matérias-primas, materiais e energia influenciem diretamente na capacidade de uma empresa de competir no mercado.
Tachizawa (2010) destaca que a gestăo ambiental acabou tornando-se um importante instrumento gerencial para capacd^ăo e cr^ăo de condiçöes de competitividade para as organizaçöes, qualquer que seja o seu segmento económico. Assim, a medida que as empresas văo compreendendo e integrando as questöes ambientais a um processo mais amplo de tomada de decisăo, a gestăo ambiental pode levar a empresa a transformar muitas dessas questöes em estratégias para o alcance de vantagem competitiva em re^ăo a sustentaçăo futura (Nossa, 2002).
2.1 Estrategia ambiental corporativa e iniciativa ambiental corporativa
Quando se trata de estratégia, o meio ambiente é encarado como elemento de competitividade extra custos (Corazza, 2016). A introd^ăo da gestăo ambiental nas empresas se faz com o objetivo inicial de prevenir o impacto ambiental e de antecipaçăo com respeito a evol^ăo da regulamentaçăo, a que Godard (1993) chamou de gestăo antecipada de uma legitimidade contestável, e a seguir, com a finalidade de prospero e desenvolvimento de novas oportunidades de negocio no sentido do que Porter e Van Der Linde (1995) consideram como a constr^ăo de uma competitividade assegurada pelos investimentos na área ambiental.
Além do desempenho financeiro (Conyon & He, 2011), o desempenho ambiental das empresas também depende da equipe de gerenciamento (Berrone & Gomez-Mejia, 2009). Sem o apoio da equipe gerencial, a orientaçăo ambiental interna fornece resultados menos significativos do que o esperado (Paillé et al., 2014). Assim, os principais executivos influenciam as estratégias ambientais das empresas. E colocar essas estratégias em prática requer grande esforço em termos de redesenho de prod^ăo, inovaçăo técnica, equipamento multifuncional e coordenaçăo de funcionários (Berrone & Gomez-Mejia, 2009).
A concorrencia industrial é outro fator que influencia o comportamento corporativo socioambiental responsável (Mcwilliams, Siegel, & Whight, 2006; Zhang et al., 2010). Os estudos mostram que a intensidade da concorrencia industrial tem uma influencia pronunciada sobre a responsabilidade socioambiental, afetando năo só os recursos disponiveis, mas também os beneficios que as empresas podem obter com ela (Fernández-Kranz & Santaló, 2010; Mcwilliams et al., 2006; Neville, Bell, & Menguç, 2005).
A concorrencia industrial intensifica a dificuldade de explorar o mercado e de aumentar a rentabilidade (Acquaah, 2003) e impulsiona as empresas a gastar recursos com a finalidade de reduzir custos (Spence, 1984). Como consequencia, uma concorrencia mais forte pode influenciar as empresas a reduzir os recursos que desviam para objetivos socialmente benéficos (FernándezKranz & Santaló, 2010) a favor da maximizaçâo dos lucros. Isto é especialmente provável em um ambiente institucional em que a prática de má conduta ambiental traz uma penalidade negligenciável.
De acordo com Paulraj (2009) as estratégias ambientais săo muitas vezes motivadas por consideraçöes legislativas ou competitivas, em vez de fazer parte de valores mais fundamentais dentro da empresa. Como resultado, muitos esforços ambientais tendem a ser desconectados tanto do sistema de controle geral como do planejamento estratégico dentro das organizaçöes (Jansson, Nilsson & Rapp, 2000).
Nesse sentido, Haigh e Griggths (2009) ressaltam que a direçâo dos esforços ambientais de uma empresa tem consequencias de longo alcance, tanto para os aspectos ambientais que a empresa leva em conta quanto para os diversos stakeholders (Haigh & Griffths, 2009). Do ponto de vista dos recursos, o fluxo de material, conhecimento e experiencias, relacionamentos, comunicaçöes e cooperaçâo e controle podem ser considerados como os aspectos fundamentais de uma estratégia ambiental efetiva; outro aspecto importante é a consistencia entre essas diferentes partes de uma estratégia ambiental (Rodrigues, 2015).
Apesar de os investimentos na gestăo ou nos programas ambientais serem caros e, no curto prazo, năo levarem a resultados superiores. Em caso de ausencia ou baixo nivel de divulgaçăo, os stakeholders tendem a assumir que a estratégia ambiental atual adotada pela empresa seja inferior (Clarkson et al., 2011; Verrecchia, 2001) e isso impacta negativamente na imagem da empresa.
Frente a esse contexto, a FQN (2016) ressalta que, para apoiar no processo de acompanhamento da evol^ăo da implementaçăo de estratégias ambientais é de fundamental importancia medir-se os resultados de forma sistemática e estruturada, ou seja, que se faça uso de indicadores. De acordo com Fernandes (2004) e Goellner, Jappur e Prado (2019), o uso de indicadores auxilia no estabelecimento da quantif'icaçăo de um processo, sinalizando como ele se encontra e em que estágio ele está. Fernandes (2004) ainda ressalta que, devido a relevancia e a importancia de um indicador para a empresa, săo necessários cuidados quando do estabelecimento da coleta e tratamento de dados, que constituem a base para a formaçăo de um indicador.
Deponti et al. (2002) e Goellner, Jappur e Prado (2019) apontam para determinadas características que devem ser observadas na constr^ăo de indicados. Assim, um indicador deve: a) possuir significancia para um julgamento do processo; b) ser objetivo, coerente e válido; c) ser flexivel a mudanças do tempo e alteraçöes dos processos; d) estar localizado em aspectos práticos, mostrando facilidade para o entendimento e que colabore para a participaçăo das pessoas envolvidas no processo de mensrn^ăo; e) ter um foco integrador, que demonstre informaçöes concisas sobre os vários aspectos do processo; f) ser de mensuraçăo facilitada, fundamentado em informaçöes prontamente disponiveis e de baixo custo; g) que permita uma extensa participaçăo dos atores envolvidos na sua defin^ăo; e h) que permita uma re^ăo com outros indicadores, facilitando a interaçăo entre eles.
Nesse sentido, aborda-se na próxima subseçăo as orientaçöes que versam sobre a preservaçăo do meio ambiente e que serviram de base para o desenvolvimento do instrumento proposto nesta pesquisa.
2.2 Orientaçöes que versam sobre a preservaçao do meio ambiente
As empresas tem buscado encontrar métodos, processos ou ferramentas que auxiliem a diminuir os impactos negativos de suas atividades, preservando o meio ambiente. Com isso, os empresários vem trabalhando meios de reduzir tais efeitos por intermédio de diversas abordagens, como a reduçâo dos custos, selos verdes, certificates etc (Santana, 2008).
Luo (2006) ressalta que as empresas devem ser competentes para demonstrar ao mercado que suas práticas năo săo prejudiciais para o meio ambiente. Além do mais, para competir efetivamente e atender as expectativas de responsabilidade, a informaçâo deve ser comunicada aos stakeholders, o que normalmente se dá por meio de relatórios de sustentabilidade. Nesse sentido, Rodrigues (2014) ressalta que há empresas que possuem apenas um engajamento soci oambiental parcial em seus relatórios.
No Brasil, o processo de relato é voluntário, e as organizaçöes podem elaborar o seu próprio modelo de relatório de sustentabilidade. No entanto, já se observam avanços no estabelecimento de padröes de divulgaçâo de informaçöes ambientais, por meio da utilizaçâo de indicadores específicos, desenvolvidos por entidades preocupadas com o tema (Nossa, 2002). A exemplo da Global Reporting Iniciatíve (GRI), do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Económicas (Ibase), e do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social (ETHOS). Como também dos Principios da AccountAbility para o Desenvolvimento Sustentávele e da norma internacional ISO 14001.
A Global Reporting Initiative (GRI) é uma organizaçâo năo governamental internacional, cuja missăo é desenvolver e disseminar globalmente diretrizes para a elaboraçăo de relatórios de sustentabilidade utilizadas voluntariamente por empresas do mundo todo. Tem o modelo de relatório de sustentabilidade com maior credibilidade no cenário internacional, que contém indicadores de desempenho Económico, Social e Ambiental (GRI, 2015). A dimensăo ambiental da sustentabilidade diz respeito aos impactos da organizaçăo sobre ecossistemas, incluindo aspectos bióticos e abióticos (solo, ar e água). A categoria ambiental abrange impactos relacionados a insumos (energia e água) e saidas (emissöes, efluentes e residuos). Ela abrange, também, impactos relacionados a biodiversidade, aos transportes e a produtos e serviços, bem como a conformidade com leis e regulamentos ambientais e gastos e investimentos na área ambiental (GRI, 2015).
Já o Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Económicas (Ibase) é uma organizaçăo de cidadania ativa, sem fins lucrativos. Efetivada a partir de 1981, foi fundada após anistia política por Hebert de Souza, e os companheiros de exilio Carlos Afonso e Marcos Arruda (IBASE, 2003). Em 1998, para estimular o uso do Balanço Social foi criado o Selo Balanço Social IBASE/Betinho. Em 2006, o IBASE deu inicio ao processo de consulta pública, para assim, analisar com mais propriedade quais empresas solicitantes do Selo teriam credibilidade para usá-lo. Por meio dessa metodologia a social civil pode opinar ou fazer denúncias sobre os balanços apresentados (Silva et al., 2012).
O Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social é uma organizaçăo năogovernamental criada com a missăo de mobilizar, sensibilizar e ajudar as empresas a gerir seus negócios de forma socialmente responsável, tornando-as parceiras na constr^ăo de uma sociedade sustentável e justa (ETHOS, 2004). O Instituto é um polo de organizaçăo de conhecimento, troca de experiencias e desenvolvimento de ferramentas para auxiliar as empresas a analisar suas práticas de gestăo e aprofundar seu compromisso com a responsabilidade social e o desenvolvimento sustentável (ETHOS, 2016). Os indicadores ETHOS para Negócios Sustentáveis e Responsáveis do ano de 2016 trouxe quatro principais dimensöes que se dividem em temas, subtemas e indicadores. As quatro dimensöes săo: visăo estratégica; governança e gestăo; dimensăo social; e dimensăo ambiental. A quarta dimensăo, que é a ambiental, trata das responsabilidades da empresas sobre os impactos da sua prod^ăo e de seus fornecedores no meio ambiente (ETHOS, 2016).
Os Principios da AccountAbility para o Desenvolvimento Sustentável surgiram pela primeira vez na AA1000 AccountAbility Framework Standard, publicada em 1999. Durante o periodo de consulta para o desenvolvimento da primeira ed^ăo da AA1000 Assurance Standard, publicada em 2003, os principios foram alvo de um significativo debate e revisăo. O resultado foi o compromisso com a inclusăo baseado nos tres principios, da Relevancia, da Abrangencia e da Responsabilidade. Estes principios estiveram na base da AA1000 Assurance Standard publicada em 2003 - AA1000AS (2003); e da AA1000 Stakeholder Engagement Standard publicada em 2005 - AA1000SES (2005). Foram posteriormente clarificados numa nota de orientaçâo sobre a aplicaçâo dos principios em relaçâo a AA1000AS (2003), publicada em 2006 (ACCOUNTABILITY, 2008).
A ABNT NBR ISO 14001 é a versăo brasileira da norma internacional ISO 14001 tendo em vista que NBR é a sigla para Norma Brasileira que é aprovada pela Associaçâo Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Já a expressăo ISO refere-se a Organizaçâo Internacional de Normatizaçâo, responsável por desenvolver normas, testes e certificaçâo para o encorajamento do comércio de bens e serviços. É uma norma que especifica os requisitos de um Sistema de Gestăo Ambiental e permite a uma organizaçăo desenvolver uma estrutura para a proteçăo do meio ambiente e rápida resposta as mudanças das condiçöes ambientais. A norma leva em conta aspectos ambientais influenciados pela organizaçăo e outros passiveis de serem controlados por ela.
To & Lee (2014) e Corazza (2016) explanam que a aplicaçăo dos requisitos da ISO 14001 define a politica ambiental, planos e açöes da abordagem estratégica das questöes ambientais adotadas pelas empresas. Já Marimon, Casadesús e Heras (2010) e Marimon, Llach e Bernardo (2011) ressaltam como outra abordagem estratégica na difusăo da norma ISO 14001, a análise comparativa do nivel de intensidade da certificaçăo das principais naçöes. Nesse sentido Singh, Jain e Sharma (2015) ressaltam que seja considerada no seu escopo estratégico ou na disseminaçăo mundial, a ISO 14001 tem-se mostrado fundamental em termos de sua re^ăo direto com a imagem, compliance e preve^ăo de incidentes ambientais.
3METODOLOGIA
Adotou-se uma abordagem metodológica qualitativa (Strauss & Corbin, 2008), do tipo exploratoria, descritiva (Collis & Hussey, 2005) e documental (Patton, 2002). Exploratória e documental na fase de constr^ăo do instrumento e descritiva na fase de validaçăo e aplicaçăo do instrumento.
A pesquisa se deu em duas fases. Na primeira fase fez-se um levantamento dos documentos existentes que orientam sobre a preservaçăo do meio ambiente, com o intuito de selecionar os indicadores de gestăo ambiental; e na segunda fase, o foco foi no teste de viabilidade do instrumento proposto.
A primeira fase iniciou com a se^ăo de documentos que orientam a elaboraçăo de relatórios de sustentabilidade, tais como Balanço Social, SA800, AA1000, GRI-G4, dentre outros, que listam práticas de gestăo ambiental passiveis de serem adotadas pelas pequenas e médias empresas. Nesta fase, também buscou-se identificar as dimensöes-chave que iriam compor o instrumento de mensuraçăo do nivel de gestăo ambiental das empresas, intitulado Apiário Organizacional do Meio Ambiente. Para analisar os dados dos documentos, utilizou-se a Análise de Conteúdo, proposta por Bardin (2016). A autora ressalta que, ao iniciar a pré-análise dos dados é necessário selecionar alguns recursos de organizaçăo, como forma de nortear as interpretaçöes das informaçöes. Tais recursos foram classificados de acordo com as regras da homogeneidade, representatividade e pertinencia (Bardin, 2016). Na Análise de Conteúdo foi empregado como regra de enumeraçăo a presença ou ausencia do indicador das subdimensöes das práticas adotadas pelas organizaçöes.
O recolhimento inicial das variáveis perfez um total de nove dimensöes, conforme exposto no Quadro 1, que resultou em um primeiro questionário.
Nesse questionário, pretendeu-se recensear as 9 dimensðes identificadas fazendo uso do método de Multiplicaçâo Matricial Aplicada a uma Classificaçâo (MICMAC), que consiste em inserir em um quadro de dupla entrada, denominado de matriz estrutural, os escores dados pelos especialistas visando identificar as dimensðes influentes e dependentes, e a partir daí, as dimensðeschave. Contou-se com o apoio dos softwares Macrosoft Office Excel e MICMAC, da Lipsor.
De acordo com Godet (2000), a utilizaçâo do método MICMAC possibilita reduzir a complexibilidade do sistema por meio da identificaçâo das dimensðes-chave. A aplicaçâo do método MICMAC deu-se em quatro etapas:
1a etapa - caracterizada pela exploraçâo do tema em discussăo, na qual cada individuo contribui com informaçðes adicionais que considera pertinente
Nesta etapa, definiu-se como objetivo a inserçâo, exclusăo e/ou realocaçâo por especialistas dos indicadores de desempenho ambiental, selecionados previamente com base em documentos e relatórios que orientam a elaboraçâo de relatórios de sustentabilidade. Nesse sentido, os especialistas consistiram em professores doutores, estudiosos no tema Gestăo Ambiental, bem como profissionais que atuam na área. Essa etapa deu-se por meio de entrevistas, que foram realizadas na primeira quinzena de dezembro de 2018, e contou com o apoio de seis especialistas. O perfil dos especialistas que emitiram o parecer e opinaram para validar o instrumento foi composto por: um perito em gestăo ambiental; dois fiscais da Secretaria de Urbanismo e Meio Ambiente; dois fiscais da Secretaria do Meio Ambiente; e um empresário ganhador de um premio de excelencia em gestăo organizacional e ambiental.
2a etapa - é o momento em que o grupo de especialistas logra uma compreensăo das questðes. Inicia-se a elaboraçăo do questionário da pesquisa
As dimensðes utilizadas no questionário tiveram como objetivo identificar o grau de alinhamento dos especialistas com o instrumento proposto de forma a validar aspectos estruturais e funcionais do modelo, e também coletar conhecimento adicional em re^ăo ao contexto onde o instrumento estará inserido. Ressalta-se que o termo "dimensăo" se utiliza aqui para referenciar um elemento que pode ser manipulado, em menor ou maior grau no modelo. O termo năo se refere aqui a uma variável quantitativa e ou matemática, na concepçăo formal desses tipos de variáveis. Para cada dimensăo foram atribuidas afirmativas associadas a gestăo ambiental dentre das organizaçðes que poderá ser aplicada de forma individual e/ou em grupo com o propósito de avaliar as práticas e comportamentos relacionados as questðes ambientais. Esse tipo de instrumento, de acordo com Santos (2007), năo busca culpado, visa apenas uma aval^ăo no sentido de possibilitar uma maior inserçăo na preservaçăo do meio ambiente. E por essa razăo, práticas tais como, preservaçăo da biodiversidade, red^ăo do uso de recursos naturais, reuso de água, dentre outras fizeram parte do instrumento de mensuraçăo. Pretendeu-se destacar práticas voluntárias ou compulsórias que influenciam nas questöes de conservaçâo, preservaçâo, envolvimento, discussăo, engaj amento e valoraçâo do meio ambiente.
3a etapa - seleçâo dos especialistas
Nesta etapa foram selecionados os especialistas da área de gestáo ambiental empresarial para participarem do processo respondendo o questionário. O anonimato dos participantes foi garantido, para que pudessem expressar suas opiniöes livremente, sem ter influencia de outros participantes (MILLER, 2001). Nessa fase, buscou-se atentar para o exposto por Wright e Giovinazzo (2000), que mencionam que 5 a 10 especialistas é considerado um bom número, o suficiente para gerar informaçöes relevantes. Assim, a populaçâo-alvo compreendeu seis especialistas das Secretarias de Urbanismo e Meio Ambiente, para os quais foi encaminhado o questionário. O questionário foi disponibilizado em documento word ao qual os especialistas tiveram acesso por meio de correio eletrônico (e-mail), que seguiu juntamente com uma cartaconvite, em que se explicava a relevancia do tema e da pesquisa e as contribuiçöes académicas e gerenciais que iriam decorrer dela. O preenchimento do questionário consistía em quantificar o nivel de adoçâo das práticas ambientais por meio de preenchimento de forma qualitativa, em que, para cada par de dimensöes, o perito deveria colocar as seguintes questöes: 1) Existe relaçâo direta entre a dimensáo 1 e a dimensáo 2? Se "Nao", deveria atribuir a nota "0"; se "Sim", faria a segunda pergunta: 2) A relaçâo existente é fraca (1), moderada (2), forte (3) ou potencial (4)?
4a etapa - avaliaçâo final
Buscou-se analisar todas as informaçöes reunidas e os resultados obtidos com a retroalimentaçâo para propor o instrumento de mensuraçâo de Gestâo Ambiental. A tabulaçâo dos questionários recebidos possibilitou identificar as dimensöes-chave Para cada dimensáo do Apiário existem quatro questionamentos, que sâo avaliados por meio de uma escala de 0 a 3, sendo:
* 0 - representado pela alternativa "a" e sinalizando ser uma prática que nâo faz parte do dia-a-dia da empresa. Como "0" nao pontua, na Figura 1 a empresa permanece no centro do Apiário Organizacional;
* 1 - é representado pela alternativa "b" e sinaliza ser uma prática que as vezes faz parte do dia-a-dia da empresa. A empresa já consegue atingir o primeiro degrau na adoçâo de práticas de gestâo ambiental na Figura 1;
* 2 - é representado pela alternativa "c" e sinaliza que a prática quase sempre faz parte do dia-a-dia da empresa. Com esse nivel de adoçâo em uma prática a empresa já atingi o segundo degrau na Figura 1; e o
* 3 - é representado pela alternativa "d" em que a empresa afirma ser uma prática que verdadeiramente faz parte do dia-a-dia da empresa. E nessa situaçâo a empresa atingi o topo do Apiário, simbolizado pela letra "d" na Figura 1.
A tabulaçâo dos questionários recebidos possibilitou identificar as dimensöes-chave por meio de uma matriz de dupla entrada. O processo resultou na seleçâo de 6 dimensöes: 1) conformidade; 2) insumos; 3) saidas; 4) mecanismos de queixas e reclamaçöes relacionadas a impactos ambientais; 5) produtos e serviços; 6) insumos. De posso das dimensöes-chave elaborouse o segundo instrumento de coleta de dados que possibilita mensurar o nivel de gestâo ambiental de pequenas e médias empresas.
Na seleçâo da escala de resposta utilizada no instrumento proposto, atentou-se para o exposto por Campos e Melo (2008), de que é fundamental ser observado que um indicador muito complexo ou de dificil mensuraçâo nâo é adequado, pois a complexidade pode inviabilizar sua operacionalizaçâo; como também seguiu-se a estruturaçâo do Pentáculo do Meio Ambiente proposto por Santos (2007), só que ajustando para o contexto organizacional. Assim, adotou-se uma escala de 0 a 3, que possibilitará avaliar os quatro questionamentos referente a cada dimensâo do instrumento. Sendo que, os escores correspondentes ao nivel 3 (trés) serâo sempre os desejados pelas empresas, indicando o comportamento desejável; e o nivel 0 (zero) indica que a empresa em um ou mais componentes deverá ser orientada a programar mudanças de comportamentos. Já os niveis 1 (um) e 2 (dois) indicam que açöes para pequenos ajustes devam acontecer. Contudo, a idéia gerai é que a empresa reconheça positivamente a necessidade de incrementar ou afastar um comportamento habitual, a partir das informaçöes recebidas e que possibilite a opçâo por oportunidades que possam levá-las a um nivel mais elevado de gestăo ambiental.
A segunda fase consistiu em testar o instrumento proposto. Nesse sentido foram selecionadas 30 pequenas e médias empresas localizadas no municipio de Fortaleza/Ceará, sendo 10 do segmento industria, 10 do seguimento comércio e 10 do seguimento serviços. Foi feito um contato inicial pessoalmente do pesquisador com os gestores das empresas e posteriormente foi encaminhado o questionário via e-mail. Essa fase de coleta se deu na segunda quinzena de janeiro de 2019.
4PROPOSIÇÂO DO INSTRUMENTO DE MENSURAÇÂO
Com base nas normas, leis e demais documentos que versam sobre práticas de preservaçâo do meio ambiente (GRI, 2015; IBASE, 2006; ETHOS, 2016; AA1000APS, 2008; SEMA, 2017; SEUMA, 2017; IBAMA, 2017; ISO 14001, 2018), identificou-se nove indicadores/categorias de desempenho ambiental passiveis de adoçâo por pequenas e médias empresas. Săo elas:
* Categoria 1 - Conformidade - consiste em orientaçöes de Leis e Regulamentos necessários para funcionamento da organizaçâo. Essa categoria subdividi-se em duas subcategorias, leis e regulamentos, contendo ao todo dez orientaçöes (SEMA, 2017; SEUMA, 2017; IBAMA, 2017; NBR ISO 14001, 2018; AA1000, 2008; GRI, 2015);
* Categoria 2 - Insumos - consiste em orientaçöes de como a organizaçâo deve tratar sobre o consumo de energia e sobre o tratamento e utilizaçâo de água. Também subdividi-se em duas subcategorias, energia e água, contendo ao todo oito orientaçöes (GRI, 2015; ETHOS, 2016; ISO 14001, 2018; SEMA, 2017; SEUMA, 2017);
* Categoria 3 - Biodiversidade - consiste nos impactos significativos de atividades, produtos e serviços sobre a biodiversidade. Nao possui subcategorias e contem quatro orientaçöes (GRI, 2015; ETHOS, 2016; ISO 14001, 2008; IBAMA, 2017);
* Categoria 4 - Saidas - consiste como a organizaçâo trata a emissâo de efluentes, de residuos, de gases e de poluentes. Contém dez orientaçöes sintetizadas em quatro subcategorias (GRI, 2015; ETHOS, 2016; SEMA, 2017; SEUMA, 2017; ISO 14001);
* Categoria 5 - Produtos e Serviços - essa categoria consiste no percentual de produtos e suas embalagens recuperadas. Nâo possui subcategorias e emite duas orientaçöes (GRI, 2015; ISO 14001, 2008);
* Categoria 6 - Investimentos - consiste no total de investimentos e gastos com proteçâo ambiental. Com apenas uma orientaçâo, nâo possui subcategorias (GRI, 2015; IBASE, 2006; ISO 14001, 2008);
* Categoria 7 - Avaliaçâo Ambiental de Fornecedores - essa categoria consiste como a organizaçâo avalia seus fornecedores. Com duas orientaçöes, nâo possui subcategorias (GRI, 2015; ISO 14001, 2008);
* Categoria 8 - Mecanismos de Queixas e Reclamaçöes relacionadas a Impactos Ambientais - essa categoria consiste nas queixas e reclamaçöes relacionadas a impactos ambientais. Possui apenas uma orientaçâo, sendo assim, nâo possui subcategorias (GRI, 2015); e
* Categoria 9 - Resultados - essa categoria é composta pelos resultados de indicadores de desempenho da empresa relativos ao meio ambiente. Nâo possui subcategorias e contém seis orientaçöes (IBASE, 2006; ETHOS, 2016).
De posse da primeira listagem de categorias e subcategorias, e com o auxilio de seis especialistas, estruturou-se uma segunda listagem dos indicadores/categorias contendo um conjunto de itens que totalizaram 36 questöes, que irâo orientar a construçâo do instrumento a ser aplicado na etapa seguinte.
Buscou-se nessa etapa uma compatibilidade no total de itens selecionados por categoria. Sendo assim, para cada categoria foram propostos quatro questionamentos que seriam avaliados por meio de quatro afirmativas associadas a gestăo ambiental (a, b, c e d). Para ilustrar, expöe-se a seguir no Quadro 2 o exemplo da categoria Conformidade.
Com o conjunto de itens que caracterizam o instrumento de gestao ambiental definido, o próximo passo consistiu na seleçao das dimensöes-chave de gestao ambiental para pequenas e médias empresas. Nesse sentido, fez-se uso da análise estrutural visando a estruturaçao de uma reflexao coletiva por meio do método MICMAC. Dessa forma foi estruturado um quadro de dupla entrada, denominado matriz estrutural.
A matriz estrutural foi enviada por correio eletrônico (e-mail) para os mesmos seis especialistas que participaram anteriormente da definiçao dos indicadores/categorias. O preenchimento do quadro consistía em quantificar o nivel de adoçao das práticas ambientais por meio de preenchimento de forma qualitativa, em que, para cada par de variáveis, o perito deveria colocar as seguintes questöes: 1) Existe uma relaçao de influencia direta entre a variável 1 e a variável 2? Se "Năo" existe, deveria atribuir a nota "0". No caso de existir, deveria perguntar-se se esta relaçao de influencia direta é fraca (1), moderada (2), forte (3) ou potencial (4).
De posse dos quadros preenchidos pelos seis especialistas, inseriu-se as notas dadas individualmente no Excel, buscando ao final, uma média das notas dos seis quadros preenchidos, já que para o uso do software MICMAC só se pode inserir um quadro com as notas atribuidas pelos especialistas. Ressalta-se que, originalmente pelo método se teria que chegar a um consenso em relaçao as notas atribuidas as variáveis. No entanto, buscou-se essa alternativa, devido a dificuldade de reunir todos os especialistas em um mesmo local. A inserçao das notas atribuidas as variáveis, resultou na indicaçao de seis variáveis-chave e na exclusao de tres variáveis. As seis variáveis tidas como chave sao: conformidade; investimentos; saidas; mecanismos de queixas e reclamaçöes relacionadas a impactos ambientais; produtos e serviços; e insumos. E as tres variáveis excluidas foram: fornecedores, resultados e biodiversidade.
Portanto, com a sugestao de retirada de tres variáveis, ficou definido as dimensöes que compuseram o instrumento que vai possibilitar avaliar o nivel de gestao ambiental das pequenas e médias empresas, conforme exposto no Quadro 3.
Buscando uma representaçâo gráfica que pudesse visualmente melhor representar as dimensöes que compöem o instrumento de mensuraçâo do nivel de gestăo ambiental das pequenas e médias empresas, elaborou-se a Figura 1, denominada de Apiário Organizacional do Meio Ambiente, sendo que cada um dos eixos representa uma dimensăo.
Para cada dimensăo do Apiário existem quatro questionamentos, que săo avaliados por meio de uma escala de 0 a 3, sendo:
* 0 - representado pela alternativa "a" e sinalizando ser uma prática que năo faz parte do dia-a-dia da empresa. Como o "0" năo pontua, na Figura 1 a empresa permanece no centro do Apiário Organizacional;
* 1 - é representado pela alternativa "b" e sinaliza ser uma prática que as vezes faz parte do dia-a-dia da empresa. A empresa já consegue atingir o primeiro degrau na adoçăo de práticas de gestăo ambiental na Figura 1;
* 2 - é representado pela alternativa "c" e sinaliza que a prática quase sempre faz parte do dia-a-dia da empresa. Com esse nivel de adoçăo em uma prática a empresa já atingi o segundo degrau na Figura 1; e o
* 3 - é representado pela alternativa "d", em que a empresa afirma ser uma prática que verdadeiramente faz parte do dia-a-dia. E nessa situaçăo a empresa atingi o topo do Apiário, simbolizado pela letra "d" na Figura 1.
Adicionalmente, buscando um nivelamento individual para o somatório das respostas na escala de 0 a 3, propöe-se a divisăo da pontuaçăo máxima em tres niveis, sendo o nivel mais baixo denominado "negativo", cuja pontuaçâo vai de 0 a 24 pontos; já o segundo nivel é denominado de "intermediário", cuja pontuaçâo vai de 25 a 48 pontos; e o terceiro e mais elevado nivel é denominado de "positivo", cuja pontuaçâo vai de 49 a 72 pontos, conforme exposto no Quadro 4.
Gráficamente se teria mais ou menos as representaçöes expostas no Quadro 5. Quanto mais pintado/haxurado for o Apiario, melhor o perfil do estilo de gestăo ambiental da (s) empresa (s). Quanto mais espaços existirem na figura, pior é o perfil do estilo de gestăo ambiental. A análise do Apiário possibilita verificar as deficiencias ou qualidades por dimensăo avaliada (Quadro 5).
A ideia geral é que a empresa ou um grupo de empresas reconheça positivamente a necessidade de incrementar ou afastar uma prática habitual, a partir das informaçöes recebidas e que possibilite a opçăo por oportunidades que possa levá-la a uma gestăo com mais responsabilidade ambiental.
Vale ressaltar ainda, que as respostas ao instrumento podem ser analisadas de forma individual ou coletiva, explorando, por exemplo, as escalas de maior e de menor adoçăo para cada uma das dimensöes, discutindo qual das dimensöes é mais adotada no cotidiano das empresas, e qual a menos observadas por elas.
5TESTE DE VIABILIDADE DO APIÁRIO ORGANIZACIONAL DO MEIO AMBIENTE
Para testar a viabilidade do Apiário Organizacional do Meio Ambiente, ele foi aplicado em 30 pequenas e médias empresas dos seguimentos de industria, comércio e serviço, localizadas no municipio de Fortaleza/Ceará.
Visando ilustrar a análise individual (por empresa) foram selecionadas as respostas de tres empresas do segmento comércio - Empresa 1, Empresa 2 e Empresa 3, conforme exposto no Quadro 6.
Atentando para o Quadro 6 observa-se que, tanto a Empresa 1 quanto a Empresa 3 estăo no nível intermediário quanto ao perfil ideal do estilo de gestăo ambiental, com 44 pontos e com 36 pontos respectivamente. Já a Empresa 2, está no nível positivo, com 52 pontos.
Quanto as dimensöes, observa-se que a dimensăo Conformidade é a que está mais pintada nas tres empresas investigadas, sinalizado ser esta dimensăo a mais presente nas empresas. Na categoria "Conformidade" um dos itens avaliado na sub-categoria "Regulamentos" é sobre o cadastro de produtos agrotóxicos por parte das empresas brasileiras, e nesse sentido, Hrdlicka (2009) ressalta que o Brasil é um dos maiores mercados de agrotóxicos devido as suas condiçöes de clima tropical que favorece agentes causadores de doenças ou desenvolvimento de pragas. Fato este que possivelmente pode explicar o foco dado pelas empresas nessa categoria.
A segunda dimensăo mais presente nas empresas foi "Saidas". Dentre os itens avaliados nessa dimensăo tem-se a "emissăo de residuos". E nesse sentido, Martins, Silva e Carneiro (2017) ressaltam que no Brasil, em 2010, após mais de 20 anos de discussöes no Congresso Nacional, foi instituida a Lei 12.305, que versa sobre a Política Nacional de Residuos Sólidos (PNRS), que é responsável por reger o processo de dispos^ăo final do lixo. Além de estabelecer, dentre outras coisas, os principios de responsabilidade compartilhada sobre a destinaçăo dos produtos ao final de sua vida útil, a lei estimula a adoçăo de logística reversa de materiais de coleta seletiva e adequaçăo de ambientes em que săo depositados os rejeitos incapazes de serem reutilizados ou reciclados.
E as duas dimensöes menos haxuradas foram "Produtos e Serviços" e "Insumos", sinalizando que estas categorias precisam sem melhor apreciadas pelas empresas investigadas.
Em re^ăo aos Insumos, Menezes, Gomes e Tometich (2013) ressaltam que as inovaçöes em produtos ou processos tem sua participaçăo na red^ăo do impacto das atividades empresariais no meio ambiente, como por exemplo ajudar na red^ăo da emissăo de gases causadores do efeito estufa e liberaçăo de resíduos, bem como reduzir os gastos das empresas com energia, água, material, entre outros insumos.
O uso de recursos (consumo de energia e água), humanos e organizacionais (qualificaçăo da măo de obra, treinamento e cultura organizacional) pode influenciar o desempenho ambiental da empresa (Jabbour, 2015). Isso pode ser explicado pela contínua conscientizaçăo dos colaboradores e das organizaçöes, por economia na utilizaçăo de recursos naturais, com a modernizaçăo dos equipamentos e dos processos, entre outros fatores (Oliveira, Serra, & Salgado, 2010).
Na análise coletiva, das 30 empresas participantes da pesquisa, dez săo do segmento indústria, dez do comércio e dez do segmento serviço.
Observa-se no Quadro 7 que, as empresas do segmento indústria apresentaram uma melhor aval^ăo no contexto geral, pois o Apiário encontra-se mais pintado. Na sequencia tem-se o segmento serviço; e por último o segmento comércio.
Atentando para as dimensöes, observa-se que além da dimensăo "Conformidade", outra dimensăo que também apresentou-se de forma positiva nas empresas investigadas foi "Insumos". E nesse sentido, Fonseca (2017) chama atençâo para a industria de produtos lácteos, em que buscou avaliar a ecoeficiencia do consumo de água e energia na industria de produtos lácteos e o licenciamento ambiental, no estado da Bahia. O autor concluiu que os laticínios licenciados no estado da Bahia săo menos eficientes na utilizaçâo dos insumos de água e energia em relaçâo a industria nacional, da mesma forma que esta em relaçâo a industria internacional (benchmarking). Indica-se que esse tipo de abordagem ainda nao é uma iniciativa do Orgâo Ambiental e que o conceito de ecoeficiencia nao está incorporado nas análises do licenciamento ambiental, no Brasil.
Já Magala (2001) chama atençao apara o setor textil que atraiu a atençao de ambientalistas, em todo o mundo, por seu alto consumo de água, produtos químicos, energia e liberaçao de efluentes contaminados ao final do processo, causando intensa poluiçao, além da poluiçao atmosférica e sonora, proveniente das fases de produçao.
É pertinente também ressaltar a quantidade de respostas no item "d" atribuidas as afirmativas, em que a empresa afirma ser uma prática que verdadeiramente faz parte do seu dia-adia. Das vinte e quatro perguntas o seguimento industrial obteve um resultado com 11 respostas "d", o seguimento de serviço apresentou um resultado com cinco respostas "d", e o seguimento de comércio obteve tres resultados com respostas d.
Em média, as empresas do segmento industria, comércio e serviços apresentaram pontuaçâo que as coloca no nivel intermediário (41 pontos), sinalizando que as empresas, apesar de estarem em um nivel médio precisam programar mudanças de comportamento para alguns dos indicadores, tendo em vista a baixa pontuaçâo apresentada por exemplo, no indicador "investimento".
O Apiário Organizacional do Meio Ambiente possibilitou mensurar o nivel de gestăo ambiental das empresas, dando assim, um panorama da atual situaçăo e abrindo espaço para que as empresas busquem uma melhoria continua no nivel de gestăo ambiental. Sendo assim. o instrumento proporciona năo somente a auto aval^ăo como também serve de guia para que as empresas possam evoluir, de acordo com cada dimensăo.
6CONCLUSAO
Os resultados possibilitaram concluir, em re^ăo ao primeiro objetivo especifico - identificar as dimensöes-chave de preservaçăo do meio ambiente no contexto organizacional das pequenas e médias empresas - que seis dimensöes săo consideradas chave para mensurar o nivel de gestăo ambiental de pequenas e médias empresas. Săo elas: conformidade; investimentos; saidas; mecanismos de queixas e reclamaçöes relacionadas a impactos ambientais; produtos e serviços; e insumos.
Quando ao segundo objetivo específico - testar a viabilidade do instrumento proposto - concluiu-se que, as dimensöes e itens do instrumento proposto possibilitam mensurar o nivel de gestăo ambiental das pequenas e médias empresas de qualquer seguimento, tendo em vista a sua aplicabilidade em empresas do segmento industria, comércio e serviços. Fortalecendo assim, a credibilidade do instrumento e seu construto. A gestăo ambiental năo tem extensăo limitada, ao contrário, possui uma dimensăo que ultrapassa os limites de qualquer tipo de empresa ou seguimento. Por conta disso, o Apiário Organizacional do Meio Ambiente deve ser reconhecido independentemente de seguimento, tamanho da empresa e mercado que atua.
Já em re^ăo ao terceiro objetivo específico - avaliar o perfil do estilo de gestăo ambiental de pequenas e médias empresas dos segmentos industria, comércio e serviço - concluiu-se que, em geral as empresas do segmento industria, comércio e serviços, apresentaram pontuaçăo que as coloca no nivel intermediário (41 pontos), sinalizando que as pequenas e médias empresas, apesar de apresentarem um perfil do estilo de gestăo ambiental intermediário, precisam programar mudanças de comportamento para alguns dos indicadores, tendo em vista a baixa pontuaçăo apresentada por exemplo, no indicador "investimento".
Portanto, concluiu-se a pesquisa com a propos^ăo de um instrumento de mensuraçăo do nivel de gestăo ambiental de pequenas e médias empresas, denominado Apiário Organizacional do Meio Ambiente.
Ao ser criado, o Apiário Organizacional do Meio Ambiente assumiu o compromisso de promover uma ferramenta que permite um diagnóstico objetivo e a med^ăo do nivel de gestăo ambiental pelos gestores e por académicos. É preciso compreender as organizaçöes que se encontram num complexo mundo de relaçöes e que, por conta disso, o posicionamento estratégico frente a esse imbricado de relaçöes tem que corresponder a uma percepçăo muito clara frente aos temas que representam grandes ameaças e colocam em risco a vida no planeta.
Vale ressaltar que, este instrumento năo busca culpados e sim mostrar a realidade e o que a empresa precisa evoluir no desenvolvimento sustentável, auxiliando na tomada de decisăo no desenvolvimento de políticas ambientais. Estas categorias separadamente năo explicam as praticas da gestăo ambiental como um todo, mas quando analisadas de forma integrada revelam um significado mais amplo sobre o nivel de gestăo ambiental organizacional.
Como contribuyo tem-se a disponibilizaçăo de um instrumento de mensrn^ăo do nivel de gestăo ambiental de pequenas e médias empresas, com utilidade tanto para os gestores, quanto para académicos, que buscam propor decisöes na avalyăo de empresas considerando os recursos utilizados e açöes realizadas sob o ponto de vista de sustentabilidade. Acredita-se que o efeito prático e estético do recurso gráfico do Apiário Organizacional do Meio Ambiente (e, talvez, o poder do simbolo), revelando visualmente o perfil do estilo de gestăo ambiental organizacional, irá atrair gestores e pesquisadores a utilizarem este instrumento, sem preocupaçăo com as características psicométricas do mesmo.
Como recomendaçöes para estudos futuros, sugere-se que outros trabalhos com a mesma temática sejam desenvolvidos, considerando as orientaçöes de outros países. Bem como, sejam desenvolvidas outras investigaçöes utilizando o Apiário Organizacional do Meio Ambiente, para analisar o nivel de gestăo ambiental de pequenas e médias empresas de outras cidades/regiöes do Brasil, a fim de que, se possa cada vez mais, divulgar práticas de gestăo com o intuito de buscar açöes efetivas que minimizem o impacto causado pelas empresas ao planeta.
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Abstract
Com o objetivo de propor um instrumento de mensuraçâo do nivel de gestăo ambiental de pequenas e médias empresas, adotou-se uma abordagem metodológica qualitativa, fazendo uso de pesquisa exploratoria, descritiva e documental. A pesquisa desenvolveu-se em duas fases. Na primeira fase, fez-se levantamento dos documentos existentes que dăo orientaçâo sobre a preservaçâo do meio ambiente, com o intuito de selecionar os indicadores de gestăo ambiental; e na segunda fase, o foco foi no teste de viabilidade do instrumento proposto. Os resultados possibilitaram averiguar que as dimensöes e itens do instrumento proposto possibilitam a mensrn^ăo do nivel de gestăo ambiental das pequenas e médias empresas de qualquer seguimento, tendo em vista a sua aplicabilidade em empresas do segmento industria, comércio e serviços. Fortalecendo assim, a credibilidade do instrumento e seu construto. Portanto, concluiu-se a pesquisa com a propos^ăo de um instrumento de mensuraçăo do nivel de gestăo ambiental de pequenas e médias empresas, denominado Apiario Organizacional do Meio Ambiente.




