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Abstract
Introdução:Os cimentos biocerâmicos não devem, preferencialmente, interferir na estabilidade de cor dos substratos, em que ocorra contacto próximo, tal como pode suceder nas restaurações em resina composta.
Objetivo:Avaliar o efeito de diferentes cimentos (MTA Angelus®, MTA REPAIR HP®, NEO MTA Plus® e Biodentine®) na estabilidade da cor de uma restauração em resina composta realizada diretamente sobre os mesmos.
Materiais e Métodos:Foram confecionados quarenta discos em esmalte/dentina bovinos e resina composta (3M ESPE® Dental Products, St. Paul, MN, EUA), com 1 mm cada camada, para aplicação dos seguintes cimentos (n=10): G1 - MTA Angelus®; G2 - MTA REPAIR HP®; G3 - NEO MTA Plus®; G4 - Biodentine®. A leitura inicial de cor da resina composta foi realizada com um dispositivo de medição intraoral e os parâmetros de cor foram registados através dos sistemas de cores L*a*b* estabelecido pela CIE. Os dentes foram conservados em água destilada e mantidos numa estufa a 37°C durante o período de 30 dias e foram realizadas após 7, 15 e 30 dias, novas leituras de cor. As diferenças de cor (ΔE00), luminosidade (∆L( ), croma (∆C( ) e matiz (∆H( ) foram calculadas.
Resultados:A diferença de cor (ΔE00) apenas foi significativa após 7 dias. As alterações de luminosidade (∆L( ), croma (∆C( ) e matiz (∆H( ) também foram significativas com o passar do tempo, sendo superiores após 30 dias. A maior diferença de luminosidade encontrada foi no MTA Repair HP®. Já a diferença mais relevante de croma, foi encontrada no grupo MTA Angelus®. O Biodentine® foi o cimento que apresentou maior diferença de matiz.
Conclusões:Os cimentos biocerâmicos testados promovem alteração de cor da resina composta.





