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Abstract
Nos últimos anos tem-se estudado o papel dos antioxidantes como substânciasprotetoras em vários contextos fisiopatológicos, sendo que os detalhes moleculares inerentesaos seus mecanismos de atuação permanecem ainda por esclarecer em muitos casos. É, noentanto, sabido que o equilíbrio entre os antioxidantes endógenos e exógenos é essencial paraotimizar a resposta cicatricial. Neste contexto, são vários os estudos que comprovam que baixasconcentrações de espécies reativas de oxigénio ativam a resposta celular das células durante acicatrização de feridas.
O objetivo desta revisão bibliográfica foi abordar a cicatrização de feridas de formaintegrada e aprofundada, no sentido de perceber quais os detalhes bioquímicos, moleculares efisiológicos inerentes ao mesmo, e de que forma os antioxidantes podem estar envolvidos nasdiferentes etapas da resposta cicatricial.
Para tal, recorreu-se à base de dados Pubmed e ao repositório da Universidade do Portopara consulta de artigos científicos em Português e Inglês, dos últimos 20 anos.
São vários os antioxidantes potencialmente envolvidos na cicatrização, sendo que osresultados atuais revelam ainda alguns resultados contraditórios sobre o papel dos mesmos nacapacidade reparadora dos tecidos afetados.
De uma forma geral, os antioxidantes melhoram os tempos e a qualidade da cicatrizaçãoem comparação com grupos de controle não tratados.
Com base nos mesmos mecanismos necessários para a cicatrização, certosantioxidantes, sob determinadas circunstâncias conseguem apresentar atividade profilática,anti-úlcera e anti-envelhecimento.





