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Abstract
A resolução do problema da reciclagem de materiais plásticos não apresenta ainda um nível satisfatório, mas a recente legislação ambiental e a pressão exercida sobre os consumidores garantiram um aumento do interesse na reciclagem dos plásticos provenientes do lixo.
A reciclagem industrial é relativamente fácil em particular quando a contaminação dos materiais é pequena. Contudo, a reciclagem dos plásticos provenientes dos resíduos municipais é muito mais complexa, sobretudo devido ao elevado grau de contaminação e à presença de uma grande variedade de polímeros, o que torna muito limitada a aplicação destes materiais em produtos finais, devido às fracas propriedades das misturas.
Tendo em conta a dificuldade que existe em obter materiais com boas propriedades mecânicas, a reciclagem de misturas heterogéneas de plásticos deve ser sempre precedida da separação dos vários tipos de plástico. Este facto deve-se à incompatibilidade termodinâmica de polímeros quimicamente diferentes, que promove um comportamento mecânico fraco das misturas resultantes, geralmente inferior ao dos componentes originais.
Existem dois tipos principais de separação de plásticos: um baseado na separação por diferenças de uma propriedade físico-química e outro por diferenças de solubilidade. As propriedades físico-químicas podem ter como base as diferenças de densidade (hidrociclones e flutuação de espumas), a cor (uso de sensores fotoeléctricos), podem ser separações tribológicas, ou podem basear-se no uso de espectroscopia de infravermelho e analisadores de raios-X. Os processos baseados na solubilidade são um caminho alternativo para a reciclagem secundária por tipo de plástico, implicando a dissolução do lixo plástico com solventes, e a sua posterior recuperação.





