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Para citar - (ABNTNBR 6023:2018)
ROGGERO, Rosemary; CARVALHO, Celso; TAVARES, Manuel; BAUER, Carlos. Financiamento da educaçâo contemporánea: desafios e impasses. Apresentaçâo. Eccos - Revista Científica, Sâo Paulo, n. 58, p. 1-5, e20851, jul./set. 2020. Disponível em: https://doi.org/10.5585/eccos.n58.20851.
O financiamento da educaçâo é tema de grande releváncia quando se pretende uma educaçâo de qualidade, que passe pela garantia de insumos as escolas e salas de aula, mas também a garantia de salario, condiçöes de trabalho e autonomia intelectual aos educadores, a fim de que possam participar efetivamente da construçâo de políticas públicas e de práticas sociais consistentes com um projeto emancipador de sociedade.
Sabemos, no entanto, por inúmeras fontes de dados e informaçöes, frequentemente divulgadas em todos os campos do conhecimento que, sob a desigualdade social, se acirra sob o modelo de capitalismo financeiro das últimas décadas, aquilo que tem sido alcançado tem estado muito aquém do desejável, até mesmo pelos propositores das políticas neoliberais e seus parceiros de extrema direita, que colocam as disputas por recursos públicos em patamares ainda mais elevados, avançando para setores que ainda se propunham sob a tutela mais estrita do Estado.
Esses ataques a educaçâo estâo em sintonia com as políticas públicas produzidas no contexto pós-golpe de 2016 e do movimento Escola Sem Partido, que tem como propósito impor o pensamento único nas escolas, perseguir os docentes e impedir a juventude de se organizar em gremios estudantis e, deste modo, seguir com a destruiçâo da educaçâo como um direito público, gratuito, laico e de qualidade socialmente referenciada para todos.
Neste dossie, convidamos pesquisadores que se mobilizam em torno dessa temática, em suas múltiplas e complexas facetas, que abrangem, desde a educaçâo básica até a pós graduaçâo - esta sobretudo no ámbito da pesquisa - para refletirmos sobre como, desde os meandros de políticas indutoras até cortes de recursos que apresentam explicaçöes funestas, mas que encontram perversa guarida nos gastos com a pandemia de Covi-19, estâo colocando na UTI (sem respiradores) qualquer ideia de desenvolvimento social, no Brasil e em outras partes do mundo.
Sâo dias difíceis e áridos que a contemporaneidade nos oferece a todos, com a crescente precarizaçâo do mundo do trabalho, com o pragmatismo cada vez maior da ciencia, da tecnologia e o avanço acelerado da mercantilizaçâo do...





