RESUMO | ABSTRACT
INTRODUÇÂO
A tentativa de definiçâo do conceito de saber nadar nao é assunto novo na nataçao. Saber nadar pode ser definido como a resoluçao do triplo problema equilibrio-respiraçâo-propulsâo, pelo que nao saber respirar quando em meio aquático pode significar nao saber nadar. A respiraçâo é tida como uma das grandes dificuldades na aprendizagem da nataçao. É composta pelas açoes inspiratórias (possíveis apenas em emersao) e expiratórias (possíveis em emersao e imersao), devendo ambas ser realizadas pela boca e/ou pelo nariz. As diferentes possibilidades respiratórias decorrentes da relaçao quadrangular emersao-imersao-boca-nariz podem suscitar algumas dúvidas no ensino da respiraçao em meio aquático. É a sequencia inspiraçâo-expiraçâo exclusivamente nasal ou bocal ou será nasal-bocal ou bocal-nasal? Que efeitos deletérios decorrerao de uma incorreta respiraçao aquática?
DESENVOLVIMENTO
No inicio da adaptaçao ao meio aquático (AMA), o aluno tem de aprender a inspirar pela boca e pelo nariz e de uma só vez (1 inspiraçao), um grande volume de ar, passando de seguida a expirar progressivamente (intermitente ou continuadamente) e de forma completa quando imerge as vias respiratorias. Tem de saber realizar esta expiraçao tanto pela boca, como pelo nariz. Durante a mesma fase, aplica as suas novas competencias respiratorias nas habilidades mais complexas de deslize e nos rolamentos, inibindo a entrada de água pelo nariz com uma expiraçao tendencialmente continuada pelo mesmo. Ressalve-se que com crianças muito pequenas, que ainda nao dominam a expiraçao nasal aérea voluntária (por exemplo, nao sabem fungar), é preciso recorrer transitoriamente a expiraçao bocal. Quando os aprendizes transitam para a aprendizagem do nado, aprendem que a inspiraçao e a expiraçao se fazem predominantemente pela boca, dado que, em esforço, o mais reduzido volume de ar inspirado e expirado pelo nariz nao será suficiente para oxigenar eficazmente o sangue (note-se que a intensidade dos exercícios é, para o aprendiz, sempre elevada pela desequilibrada relaçao entre a propulsao e o arrasto). O incumprimento do padrao cíclico inspiraçao aérea rápida (dominância bocal e participaçao nasal) - expiraçao aquática completa, além de precipitar a instalaçao da fadiga, também provoca descoordenaçao no nado. Quando considerada a transferencia de competencias entre fases de aprendizagem, observa-se que o nao ensino dos padrðes respiratorios corretos desencadeia o aparecimento de vários padrðes alternativos (incorretos) como, por exemplo: (1) nadar em apneia persistente e parar o nado para inspirar (descoordenaçao técnica e maior fadiga); (2) inspirar e expirar somente pelo nariz (eventualmente impondo um aumento do arrasto hidrodinâmico pela elevaçao ou rotaçao lateral excessiva da cabeça e maior fadiga); (3) realizar apneia em imersao, seguida de uma expiraçao e inspiraçao aéreas (descoordenaçao técnica e maior fadiga). Quando o aprendiz inicia a sua participaçao nas primeiras competiçoes e evolui no sentido do alto rendimento, percebe-se que o domínio da respiraçao, usando quer a boca, quer o nariz, é crucial para gerir o esforço. Sugestðes iniciais, como a da continuidade da expiraçao nasal durante os deslizes, por exemplo, passarao a estar condicionadas pelos ajustes que o nadador venha a fazer, como uma expiraçao intercalada com fases de apneia. Conclui-se que, para ajustar, é preciso ter aprendido primeiro a respirar.
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Abstract
INTRODUÇÃO A tentativa de definição do conceito de saber nadar não é assunto novo na natação. Saber nadar pode ser definido como a resolução do triplo problema equilíbrio-respiração-propulsão, pelo que não saber respirar quando em meio aquático pode significar não saber nadar. A respiração é tida como uma das grandes dificuldades na aprendizagem da natação. É composta pelas ações inspiratórias (possíveis apenas em emersão) e expiratórias (possíveis em emersão e imersão), devendo ambas ser realizadas pela boca e/ou pelo nariz. As diferentes possibilidades respiratórias decorrentes da relação quadrangular emersão-imersãoboca- nariz podem suscitar algumas dúvidas no ensino da respiração em meio aquático. É a sequência inspiração-expiração exclusivamente nasal ou bocal ou será nasal-bocal ou bocal-nasal? Que efeitos deletérios decorrerão de uma incorreta respiração aquática? DESENVOLVIMENTO No inicio da adaptaçao ao meio aquático (AMA), o aluno tem de aprender a inspirar pela boca e pelo nariz e de uma só vez (1 inspiraçao), um grande volume de ar, passando de seguida a expirar progressivamente (intermitente ou continuadamente) e de forma completa quando imerge as vias respiratorias. Tem de saber realizar esta expiraçao tanto pela boca, como pelo nariz. Durante a mesma fase, aplica as suas novas competencias respiratorias nas habilidades mais complexas de deslize e nos rolamentos, inibindo a entrada de água pelo nariz com uma expiraçao tendencialmente continuada pelo mesmo. Ressalve-se que com crianças muito pequenas, que ainda nao dominam a expiraçao nasal aérea voluntária (por exemplo, nao sabem fungar), é preciso recorrer transitoriamente a expiraçao bocal. Quando os aprendizes transitam para a aprendizagem do nado, aprendem que a inspiraçao e a expiraçao se fazem predominantemente pela boca, dado que, em esforço, o mais reduzido volume de ar inspirado e expirado pelo nariz nao será suficiente para oxigenar eficazmente o sangue (note-se que a intensidade dos exercícios é, para o aprendiz, sempre elevada pela desequilibrada relaçao entre a propulsao e o arrasto). O incumprimento do padrao cíclico inspiraçao aérea rápida (dominância bocal e participaçao nasal) - expiraçao aquática completa, além de precipitar a instalaçao da fadiga, também provoca descoordenaçao no nado. Quando considerada a transferencia de competencias entre fases de aprendizagem, observa-se que o nao ensino dos padrðes respiratorios corretos desencadeia o aparecimento de vários padrðes alternativos (incorretos) como, por exemplo: (1) nadar em apneia persistente e parar o nado para inspirar (descoordenaçao técnica e maior fadiga); (2) inspirar e expirar somente pelo nariz (eventualmente impondo um aumento do arrasto hidrodinâmico pela elevaçao ou rotaçao lateral excessiva da cabeça e maior fadiga); (3) realizar apneia em imersao, seguida de uma expiraçao e inspiraçao aéreas (descoordenaçao técnica e maior fadiga). Quando o aprendiz inicia a sua participaçao nas primeiras competiçoes e evolui no sentido do alto rendimento, percebe-se que o domínio da respiraçao, usando quer a boca, quer o nariz, é crucial para gerir o esforço. Sugestðes iniciais, como a da continuidade da expiraçao nasal durante os deslizes, por exemplo, passarao a estar condicionadas pelos ajustes que o nadador venha a fazer, como uma expiraçao intercalada com fases de apneia. Conclui-se que, para ajustar, é preciso ter aprendido primeiro a respirar.
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1 Centro de Investigação, Formação, Inovação e Intervenção em Desporto, CIFI2D, Faculdade de Desporto da Universidade do Porto. Portugal
2 Centro de Investigação, Formação, Inovaçãao e Intervenção em Desporto, CIFI2D, Faculdade de Desporto da Universidade do Porto. Portugal





